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Itália

Covid-19. Governo de Meloni aprova fim da vacina obrigatória para profissionais de saúde

31 out, 2022 - 21:55 • Lusa

Medida foi aprovada em Conselho de Ministros, apesar de a Organização Mundial da Saúde ter alertado de que a pandemia não acabou e numa altura em que aumenta o número de casos de infeção, as hospitalizações e as mortes diretamente relacionadas com a Covid-19.

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As primeiras medidas do Governo italiano de Giorgia Meloni, aprovadas esta segunda-feira em conselho de ministros, incluíram o fim da vacinação obrigatória anti-Covid para profissionais de saúde e o agravamento de penas para organizadores e participantes em festas 'raves'.

Hoje, Meloni protagonizou a sua primeira conferência de imprensa como primeira-ministra, para informar sobre as medidas aprovadas e comunicar a nomeação de 31 subsecretários e oito vice-ministros.

Neste primeiro conselho de ministros, foi aprovado o fim a partir de terça-feira, 1 de novembro, da obrigatoriedade de vacinação dos profissionais de saúde contra a Covid-19 em Itália, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter alertado de que a pandemia não acabou, está a aumentar o número de casos de infeção, de hospitalizações e de mortes e de que existe uma correlação cientificamente comprovada entre temperaturas ambientes mais baixas e uma maior propagação do coronavírus SARS-CoV-2.

Contudo, o novo ministro da Saúde italiano, Orazio Schillaci, sustentou, na conferência de imprensa: "O panorama epidemiológico mudou, em particular a partir dos dados, podemos ver que o impacto nos hospitais é limitado e há uma diminuição das infeções e estabilização dos hospitais".

A medida, muito criticada pela oposição, servirá também para reintegrar nos seus postos de trabalho cerca de 4.000 médicos e outros profissionais de saúde que não quiseram vacinar-se contra a Covid-19 e ficaram, por isso, suspensos sem vencimento.

"Há falta de pessoal médico: portanto, o regresso destes médicos não-vacinados ao trabalho serve para combater a escassez e garantir o direito à saúde", acrescentou o novo ministro da Saúde.

"Não há uma abordagem ideológica da pandemia", disse a primeira-ministra italiana, que atacou a gestão do anterior executivo, assegurando que "houve uma infinidade de medidas tomadas pelos Governos que não estavam assentes em provas científicas".

A reação do secretário-geral do progressista Partido Democrata (PD), Enrico Letta, foi: "O primeiro ato do Governo é premiar os antivacinas".

Por outro lado, Meloni defendeu que "a luta contra o crime organizado é um dos objetivos do Governo", razão pela qual foi aprovada uma lei que não permite conceder benefícios penitenciários aos presos ou reclusos que não colaborem com a Justiça.

Também foi adiada para 30 de dezembro a entrada em vigor do decreto legislativo com a reforma do processo penal aprovado pelo anterior Governo, para se poder fazer algumas melhorias, tendo o ministro da Justiça, Carlo Nordio, garantido que "não existe risco de perder os fundos europeus" relacionados com tais reformas.

Outra das medidas do novo Governo italiano é a criação de um novo crime, "o de invasão para reuniões perigosas", que se refere à organização, entre outras coisas, de festas ilegais, as chamadas 'raves', como a última que se realizou em Modena (centro), em relação à qual o Ministério do Interior ordenou hoje à polícia que fosse evacuar o local onde decorria.

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