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Svante Pääbo laureado com Nobel da Medicina por sequenciar genoma do Neandertal

03 out, 2022 - 09:44 • João Carlos Malta

O geneticista sueco é o vencedor deste ano numa investigação que ajuda a perceber o que nos faz diferentes dos hominídeos que desapareceram. Este é o primeiro galardão a ser entregue pela academia esta semana.

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Foto: Hannibal Hanschke/EPA
Foto: Hannibal Hanschke/EPA
O prémio Nobel da Medicina e Fisiologia 2022, o geneticista Svante Pääbo.  Foto: José Luis Cereijido/EPA
O prémio Nobel da Medicina e Fisiologia 2022, o geneticista Svante Pääbo. Foto: José Luis Cereijido/EPA

O Prémio Nobel da Medicina e da Fisiologia foi atribuído para o sueco a Svante Pääbo, pelas descobertas no genoma de hominídeos extintos e evolução humana.

O laureado nasceu em Estocolomo em 1955, e tem 67 anos. Fez os seus estudos na Alemanha, entre as cidades de Munique e de Leipizig.

O paleogeneticista descobriu que uma transferência genética ocorreu entre estes hominíneos agora extintos e Homo Sapiens. Este fluxo antigo de genes para os humanos de hoje tem um impacto fisiológico, por exemplo, afetando a forma como o nosso sistema imunológico reage a infeções.

"O prémio Nobel este ano é dirigido às origens da espécie humana, algo que sempre nos intrigou. De onde vimos e como estamos relacionados com os que nos antecederam. O que nos faz diferentes dos hominídeos que desapareceram?", começou por dizer organziação do galardão.

"Através da sua investigação pioneira, Svante Pääbo alcançou algo aparentemente impossível: sequenciar o genoma do Neandertal, um 'familiar' extinto dos humanos como os que conhecemos hoje", acrescenta.

O vencedor é diretor do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, em Leipzig.

O pai, o bioquímico Sune Karl Bergström, também foi agraciado com o Nobel da Medicina em 1982.

No ano passado, este prémio foi atribuído em conjunto aos cienistas David Julius e Ardem Patapoutian, por terem descoberto os recetores de temperatura e de tato.

Nessa altura, a academia justificou o Nobel em comunicado com a importância da descoberta destes cientistas.

"A nossa capacidade de percecionar o calor, o frio e o tato é essencial para a nossa sobrevivência e está na base da nossa interação com o mundo que nos rodeia. Na dia a dia das nossas vidas damos estas sensações por adquiridas, mas como é que se iniciam estes impulsos nervosos para que se consiga percecionar a temperatura e a pressão? Esta questão foi resolvida pelos laureado deste ano com o Prémio Nobel", lê-se.

O anúncio do prémio Nobel da Medicina marca esta segunda-feira o arranque da temporada Nobel de 2022 que culmina a 7 de outubro com a atribuição Nobel da Paz, categoria este ano muito aguardada, em tempo de guerra na Europa.

Pelo meio, serão atribuídos os galardões de Física (4 outubro), Química (5 outubro) e Literatura (6 setembro) e, a 10 de outubro, será ainda conhecido o vencedor do prémio Sveriges Riksbank (o banco central sueco) em Ciências Económicas, em memória de Alfred Nobel, o patrono dos prémios, segundo o respetivo "site" da internet.

Todas as categorias serão anunciadas em Estocolmo, exceto o Nobel da Paz que, como habitualmente, será atribuído pelo Comité Nobel Norueguês e terá como cenário o Instituto Nobel Norueguês, em Oslo, na próxima sexta-feira, 7 de outubro.

De acordo com a organização dos galardões, este ano, são 343 os candidatos ao prémio Nobel da Paz, 251 dos quais são pessoas e 92 organizações – um número superior aos 329 candidatos do ano passado e o segundo mais elevado de sempre, pertencendo o recorde aos 376 candidatos nomeados em 2016.

Os prémios Nobel nasceram da vontade do cientista e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896) em legar grande parte da sua fortuna a pessoas que trabalhem por "um mundo melhor". O prestígio internacional dos prémios Nobel deve-se, em grande parte, às quantias atribuídas, que atualmente chegam aos dez milhões de coroas suecas (mais de 953.000 euros).


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