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EUA condenam violência no Brasil e apelam a eleições "transparentes"

27 set, 2022 - 23:01 • Lusa

A polícia brasileira prendeu deteve segunda-feira, o suposto assassino de um apoiante do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro classificado nas eleições de domingo, aparentemente num novo crime político.

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Os Estados Unidos condenaram, esta terça-feira, os incidentes violentos que ocorreram no Brasil antes das presidenciais de 02 de Outubro e advertiram que irão acompanhar a votação com a expectativa de que se realize de forma "justa, transparente e credível".

Numa conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca Karine Jean-Pierre explicou que os Estados Unidos irão seguir "de perto" a primeira volta da votação de 02 de Outubro e aludiu à "força" das instituições democráticas do Brasil.

"Temos visto relatos recentes de violência, e embora o direito ao protesto seja fundamental para qualquer democracia, os Estados Unidos condenam qualquer violência e instam os brasileiros a fazerem ouvir a sua voz de uma forma justa. Acreditamos que isto é importante para as próximas eleições", disse a porta-voz.

A polícia brasileira prendeu deteve segunda-feira, o suposto assassino de um apoiante do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro classificado nas eleições de domingo, aparentemente num novo crime político.

Este é o terceiro caso de um assassinato alegadamente por motivos políticos durante a campanha deste ano, considerado o mais polarizado da história recente do Brasil.

Os outros dois assassinatos conhecidos ocorreram há semanas numa zona rural de Mato Grosso e na cidade de Foz do Iguaçu.

Também no sábado, no Rio do Sul, um município do estado de Santa Catarina, De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por motivações políticas e desavenças familiares antigas. A vítima, Hildor Henker, de 34 anos, estava com uma T-shirt de Bolsonaro, e estava a discutir com um apoiante de Lula. A discussão esquentou e o apoiante de Lula esfaqueou o Bolsonaro, que acabou também por morrer.

Jean-Pierre indicou que os EUA, "como parceiro da democracia no Brasil", seguirão as eleições com a expectativa de que estas sejam conduzidas "de uma forma justa, transparente e credível com todas as instituições que operam de acordo com a Constituição".

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