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Duplicou o número de russos atravessar a fronteira com a Finlândia

23 set, 2022 - 12:40 • Isabel Pacheco com agências

Num dia 6 mil russos cruzaram a fronteira com a Finlândia após a mobilização militar anunciada por Putin. Autoridades bielorrussas com ordens para procurar quem tente escapar à mobilização russa.

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Milhares de pessoas continuam a fugir da Rússia. A informação é avançada à Reuters por um porta-voz da guarda transfronteiriça da Finlândia que indica que, na quinta-feira, seis mil russos atravessaram a fronteira finlandesa, mais do dobro que na semana anterior.

No posto fronteiriço de Vaalimaa, um dos mais concorridos do país, havia, esta sexta feira, filas de 500 metros de carros a tentar entrar na Filândia, relata a agência internacional de notícias.

Em resposta, a primeira-ministra finlandesa anunciou que o governo está a considerar formas de reduzir drasticamente a passagem de russos pelo país. “A intenção do governo é clara: acreditamos que o turismo russo assim como o trânsito para a Finlândia deve ser interrompido”, anunciou aos jornalistas Sanna Marin.

A fronteira terrestre finlandesa é um dos poucos pontos de entrada dos russos na Europa, isto depois de vários países terem fechado as fronteiras e o espaço aéreo para aviões russos em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

Na Bielorrússia, país vizinho da Rússia, as autoridades receberam ordens para procurar cidadãos russos que estejam a fugir à ordem de mobilização, segundo avança o jornal Nacha NIva.

Um cenário de mobilização militar já descartado por Lukashenko. O Presidente da Bielorrússia rejeitou, esta sexta-feira, a possibilidade de uma mobilização no país, à semelhança do que está a acontecer na Rússia. Alexander Lukashenko garante que Minsk "não tem a intenção de participar em guerras".

A intensificação da saída de russos do país surge depois de Vladimir Putin ter avançado, na quarta-feira, com um novo recrutamento para as tropas de Moscovo. O discurso do presidente russo gerou o receio de que os homens em idade de lutar fossem chamados para a linha de combate na Ucrânia levando à saída maciça de russos do país.

Entretanto, os preços dos voos a partir de Moscovo dispararam com a maioria das viagens aéreas a esgotarem.

Um cenário considerado “exagerado” pelo porta-voz presidencial russo, Dimitri Peskov que, em conferencia de imprensa, alegou tratar-se de “informação falsa” os relatos que dão conta da compra massiva de passagens aéreas e de filas nas fronteiras

Vladimir Putin num discurso ao país ordenou, na quarta-feira, a mobilização parcial dos reservistas. Segundo o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, entrevista televisiva, serão inicialmente chamados 300 mil reservistas com experiência relevante de combate e serviço.

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