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Embaixadas em Angola pedem vigilância e alertam contra protestos antes e após eleições

22 ago, 2022 - 13:45 • Lusa

Mais de 14 milhões de angolanos, incluindo residentes no estrangeiro, estão habilitados a votar em 24 de agosto, naquela que será a quinta eleição da história de Angola.

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou esta segunda-feira aos portugueses em Angola que adotem uma "postura vigilante" e desaconselhou a presença "junto de grandes aglomerados de pessoas" devido à proximidade das eleições gerais de quarta-feira.

"Angola realiza as suas quintas eleições gerais no dia 24 de agosto, tendo sido decretado tolerância de ponto em todo o território nacional; recomenda-se a adoção de uma postura vigilante, desaconselhando-se a presença junto de grandes aglomerados de pessoas", lê-se no aviso do Ministério dos Negócios Estrangeiros aos portugueses naquele país africano.

De acordo com a página do Portal das Comunidades Portuguesas, os portugueses devem manter-se informados e seguir "as instruções que venham a ser definidas pelas autoridades locais neste período".

Também a congénere francesa recomendou atenção aos seus emigrantes em Angola, salientando numa nota que "dado o risco de incidentes, aconselha-se a exercer vigilância extrema, a ficar longe de qualquer aglomeração e, se possível, evitar viagens desnecessárias".

Como os resultados só serão divulgados até 08 de setembro, na página da secção consular de França em Angola diz-se que, "neste contexto, é provável que comícios ou manifestações espontâneos ou organizados de dimensões variadas ocorram antes, durante ou depois das eleições, em vários lugares da capital e/ou do país".

Também a China alertou os seus compatriotas sobre o efeito da potencial instabilidade eleitoral nos seus cidadãos, aconselhando-os a reduzirem "as atividades no exterior” devido à “crescente instabilidade e incerteza da situação de segurança” causada pela campanha para as eleições gerais.

Segundo o jornal HojeMacau, a embaixada alertou os chineses através da rede social WeChat, recomendando-lhes que tenham "muita atenção à situação de segurança local antes e depois das eleições, além de reforçarem a proteção e a vigilância”.

O comunicado sugeriu ainda aos chineses residentes em Angola que “evitem deslocar-se a locais sensíveis ou com muita gente”, assim como realizar todo o tipo de eventos ou participar em ações eleitorais.

Mais de 14 milhões de angolanos, incluindo residentes no estrangeiro, estão habilitados a votar em 24 de agosto, na que será a quinta eleição da história de Angola.

Os 220 membros da Assembleia Nacional angolana são eleitos por dois métodos: 130 membros de forma proporcional pelo chamado círculo nacional, e os restantes 90 assentos estão reservados para cada uma das 18 províncias de Angola, usando o método de Hondt e em que cada uma elege cinco parlamentares, enquanto o Presidente é o cabeça-de-lista do partido mais votado.

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