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NATO assina protocolos de adesão da Finlândia e da Suécia

05 jul, 2022 - 05:33 • Lusa

Os documentos deverão depois ser ratificados a nível nacional, nos atuais países membros da organização transatlântica.

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Os embaixadores junto da NATO dos 30 países que atualmente integram a Aliança vão assinar, esta terça-feira, os protocolos de adesão da Finlândia e da Suécia.

Os dois países concluíram na segunda-feira as negociações para se tornarem membros da NATO, uma formalidade depois de a Turquia ter levantado o veto à entrada de Helsínquia e de Estocolmo na Aliança, durante a Cimeira de Madrid, na semana passada.

As negociações com ambos os países "confirmaram formalmente a sua vontade e capacidade de cumprir as obrigações e compromissos políticos, legais e militares da adesão à NATO", referiu a Aliança.

A Finlândia e a Suécia não devem assinar esses protocolos de adesão, mas os seus chefes de diplomacia estarão presentes na sede da organização e darão uma conferência de imprensa conjunta com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

Após a assinatura dos protocolos de adesão, estes deverão ser ratificados a nível nacional nos atuais países membros da organização transatlântica.

Os processos de ratificação dos protocolos de adesão variam de um país para outro: enquanto os Estados Unidos precisam da aprovação de dois terços do Senado, no Reino Unido não é necessária uma votação formal no Parlamento.

O princípio da defesa coletiva da NATO, segundo o qual um ataque contra um aliado equivale a um ataque contra todos, só se aplicará à Finlândia e à Suécia quando estes se tornarem membros de pleno direito da Aliança, uma vez todo o processo de adesão tenha sido concluído.

A guerra na Ucrânia levou a Finlândia e a Suécia, países de tradição neutral, a solicitar a entrada na NATO, processo que se revelou mais complexo do que o esperado, depois de a Turquia ter bloqueado o acesso dos dois estados, considerando-os negligentes no tratamento de organizações que Ancara descreve como terroristas.

No entanto, Ancara, Estocolmo e Helsínquia chegaram a um acordo, na terça-feira passada, convencendo a Turquia a levantar o seu veto.

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  • Cidadao
    05 jul, 2022 Lisboa 09:26
    2 boas aquisições para o sistema defensivo Ocidental: 1 tem um exército de 1,2 milhões de soldados entre ativos e reservistas e há 40 anos que se prepara para uma guerra contra a Rússia, e outro, apesar de afastado de guerras há 2 séculos, tem uma das melhores indústrias de Defesa da Europa, que aliás satisfaz praticamente todas as necessidades do exército Sueco e ainda exporta. Bem melhor que nós, por exemplo, que enviamos 18 soldados para um exercício de 30 000, de 7 navios da marinha só 1 está 100% operacional, uma Força Aérea que não voa por falta de $$, Artilharia que não treina por não ter dinheiro para munições, uma ministra da Defesa preocupada com a "igualdade de género" nas Forças (Des)Armadas, e um PM já a arranjar desculpas para ficarmos à margem do esforço militar que toda a NATO vai ter de fazer.

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