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NATO. Stoltenberg fala em cimeira “histórica” e encara Rússia como principal ameaça

29 jun, 2022 - 08:26 • João Cunha , Olímpia Mairos

O conflito na Ucrânia e a posição da Aliança Atlântica em relação a Moscovo é o ponto principal da cimeira em Madrid, onde participam delegações de 44 países.

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À chegada ao centro de exposições de Madrid para a primeira sessão plenária da cimeira, o secretário-geral da NATO assinalou a importância histórica do encontro por marcar uma nova viragem no conceito estratégico da Aliança Atlântica, que volta a encarar a Rússia como principal ameaça.

“Este será um marco histórico e transformador para a nossa Aliança. Encontramo-nos no meio de uma das mais graves crises de segurança que enfrentamos desde a Segunda Guerra Mundial. Vemos que nossos aliados são capazes de demonstrar unidade, respondendo de forma forte e unificada a todas as ameaças e desafios que enfrentamos”, disse Jens Stoltenberg.

Neste contexto, antecipou que a cimeira irá marcar uma viragem no conceito estratégico da Aliança Atlântica.

“Vamos avançar com uma mudança fundamental na nossa Defesa, com mais formações de combate possíveis de enviar para algum local e com mais equipamento pré-posicionado. Será a maior mexida na nossa Defesa coletiva desde o fim da guerra fria que será decidida nesta cimeira.”

Na sua opinião, esta será uma cimeira transformadora, demonstrando a unidade da aliança e a capacidade da NATO de se adaptar, quando o mundo está em mudança. “Espero que estejam preparadas no próximo ano. Vamos tomar a decisão agora, que será implementada no próximo ano. É esse o plano: A combinação de três fatores - aumentar o número de forças ou formações de combate, aliadas ao pré-posicionamento de equipamento e a ter forças que possam rapidamente ser enviadas para áreas especificas onde já treinaram, e que vão conhecer pós desafios que terão pela frente - essa combinação desses três fatores é o mais importante no processo de aumentar a defesa face à nova situação de segurança”, especificou.

Depois da luz verde dada pela Turquia, a Suécia e a Finlândia vão receber nesta cimeira o convite formal para a entrada na NATO.

“Depois do convite precisamos do processo de ratificação em 30 parlamentos. Isso demora sempre algum tempo, mas espero que possamos ratificar rapidamente porque os nossos aliados estão prontos para fazer o processo de ratificação o mais rápido possível”, disse.

Em Madrid estarão delegações de 44 países, incluindo Portugal, e o número de líderes de Governo e de chefes de Estado é o maior de sempre numa cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), que tem sido designada como "chave", "transformadora", "crucial" ou "histórica" pelos dirigentes dos estados-membros e da própria aliança militar, atendendo à invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Durante esta cimeira os 30 países aliados na NATO vão aprovar o reforço de meios no terreno no leste da Europa e de tropas em prontidão, que neste caso passarão de 40 mil para mais de 300 mil, segundo declarações do secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, que disse estar em causa “a maior revisão” da estratégia de dissuasão e defesa da organização desde a Guerra Fria.

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  • Cidadao
    29 jun, 2022 Lisboa 09:59
    Agora vamos ver como é que os governos sempre preocupados com Eleições, explicam às Opiniões Públicas e aos Eleitores dos respetivos Países, que montar um Exército destes custa dinheiro, e mantê-lo em prontidão, mais custa, pelo que algo do Social vai ter de ser cortado, ou haver um aumento generalizado de impostos. Vamos ver até onde vai a dita "coesão", "solidariedade com a Ucrânia", "defesa contra a Rússia de Putin", neste parque geriátrico habituado ao Social, que é a atual Europa, e que sempre depositou a despesa da Defesa, nos "camones".

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