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Dia 78. Entrada da Finlândia na NATO aumenta hostilidades e mais crimes de guerra investigados

12 mai, 2022 - 18:44 • João Carlos Malta

O Santuário de Fátima vai oferecer uma imagem de Nossa Senhora à catedral de Lviv, na Ucrânia.

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A iminência da entrada da Finlândia na NATO está a motivar várias reações das partes em conflito na guerra na Ucrânia. Isto quando já se fala que a Suécia deverá seguir o mesmo caminho nos próximos dias.

O porta-voz do Kremlin reagiu a esta intenção afirmando: "Definitivamente" é uma ameaça à Rússia.

"A expansão da NATO e a aproximação da Aliança às nossas fronteiras não tornam o nosso continente mais estável e seguro", reconheceu o porta-voz Dmitry Peskov, a jornalistas.

Já o Presidente ucraniano falou hoje com o seu homólogo finlandês, Sauli Niinistö, e elogiou a disponibilidade da Finlândia para aderir à NATO.

"Elogiei a disponibilidade da Finlândia para se candidatar à adesão à NATO", escreveu , Volodymyr Zelenskiy na rede social Twitter.

"Também discutimos a integração europeia da Ucrânia. E a interação de defesa da Ucrânia e da Finlândia", acrescentou.

O secretário-geral da NATO, o norueguês Jens Stoltenberg, saudou a vontade demonstrada pela Finlândia, garantindo um processo de adesão "tranquilo" e rápido.

Isto num dia em que foram conhecidas imagens de videovigilância que mostram soldados russos a matar civis ucranianos. As imagens, que foram obtidas pela BBC, estão a ser analisadas pelos procuradores ucranianos como um crime de guerra.

As vítimas dos militares russos são o segurança Leonid Pliats e o seu patrão, dono de uma loja de bicicletas.

As imagens mostram os dois civis ucranianos, desarmados, a ser abatidos por soldados russos que depois roubaram a loja, na região de Kiev.

A comissão dos direitos humanos da ONU aprovou uma resolução que vai desencadear uma investigação a alegados abusos cometidos por militares russos durante a guerra na Ucrânia.

Já a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos disse, esta quinta-feira, que mil corpos foram recuperados na área da capital ucraniana Kiev nas últimas semanas, números que se juntam a várias das violações de direitos registadas desde o início da invasão russa, que podem ser considerados crimes de guerra.

“A escala de execuções ilegais, incluindo indícios de massacres sumários em áreas a norte de Kiev, é chocante”, afirmou Michelle Bachelet ao Conselho de Direitos Humanos. A Reuters avançou que o órgão da ONU decidirá hoje se investiga oficialmente a situação passada em Kiev e outras regiões ucranianas em fevereiro e março.

Estão entretanto contabilizados mais de seis milhões de pessoas deixaram a Ucrânia desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro, avança a agência das Nações Unidas para os refugiados.

Além dos refugiados que fugiram do país, há registo de oito milhões de deslocados internos, indica a Organização Internacional para as Migrações.

Em Azovstal, o governo ucraniano está em conversações para tentar retirar 38 soldados feridos do complexo industrial, em Mariupol, que está cercado há várias semanas pelas forças russas.

A vice-primeira ministra da Ucrânia, Iryna Vereschuk, fala em "negociações muito difíceis"

Na véspera da peregrinação de 13 de maio, o Santuário de Fátima vai oferecer uma imagem de Nossa Senhora à catedral de Lviv, na Ucrânia, depois de ter decidido não satisfazer um pedido no sentido de que a imagem peregrina que lá se encontra ficasse em definitivo.

"O Santuário entendeu dar resposta negativa por uma questão de princípio. A imagem peregrina, por definição, é aquela que parte do Santuário e regressa ao Santuário", explicou o reitor do Santuário, padre Carlos Cabecinhas.

"Decididimos oferecer uma imagem nova, idêntica à imagem peregrina, para que fique definitavamente na catedral de Lviv. Faremos a benção da imagem amanhã, no final da peregrinação", adiantou.

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