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Guerra na Ucrânia

Rússia fez a "escolha certa". Putin na Praça Vermelha diz que NATO era uma ameaça

09 mai, 2022 - 08:42 • Carla Caixinha com agências

"Temos de fazer tudo para que a guerra não volte", afirmou Vladimir Putin.

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Putin no Dia da Vitória: "Estão a lutar pela Pátria, pelo vosso futuro"
Putin no Dia da Vitória: "Estão a lutar pela Pátria, pelo vosso futuro"

“Vocês estão a lutar pela Pátria, pelo vosso futuro. Temos de destruir o nazismo”. Esta foi uma das frases proferidas pelo presidente russo na Praça Vermelha, no âmbito da celebração do Dia da Vitória. Na sua intervenção de 11 minutos, Vladimir Putin agradeceu aos militares, diz que a NATO representava uma ameaça, assumindo que a operação na Ucrânia foi a escolha certa.

Traçou paralelos entre a luta do Exército Vermelho contra as tropas nazis e a ação das forças russas na Ucrânia e afirmou que a campanha na Ucrânia foi um movimento oportuno e necessário.

Acusou o Ocidente de ter rejeitado os esforços russos para a segurança mundial, dizendo que os líderes estrangeiros recusaram um diálogo honesto. “Em dezembro do ano passado, propusemos a celebração de um acordo sobre garantias de segurança. A Rússia exortou o Ocidente a entrar em um diálogo honesto, em busca de soluções de compromisso razoáveis, para levar em conta os interesses de cada um. Foi tudo em vão", lamentou.

“Os países da NATO não nos quiseram ouvir, tinham planos diferentes e nós vimos isso. Estavam a preparar uma invasão dos nossos territórios históricos, como a região da Crimeia. Em Kiev, estavam a falar sobre adquirir armas nucleares.”

Tudo nos estava a indicar que havia uma necessidade de lutar”, disse perante milhares de militares que participavam no desfile.

“Vimos como a estrutura militar se estava a desenvolver e como estruturas estrangeiras estavam a ajudar e a aumentar o perigo todos os dias”, disse. “A NATO constituía um perigo.”

“A decisão da Rússia [de iniciar uma operação na Ucrânia] foi a mais correta.”

“Estamos a combater no Donbass para defender o nosso país”, justificou Putin, sublinhado: “Temos de fazer de tudo para que a guerra não volte”.

“Todos têm familiares que estiveram na guerra. A lembrança da guerra nunca será apagada. Não nos podemos esquecer dos veteranos temos orgulho pelos nossos antecessores”, afirmou e, de seguida, pediu um minuto de silêncio para os russos mortos na II Guerra Mundial, mas também para os que lutam na região do Donbass.

Garantiu que vão ser tomadas todas as medidas necessárias para ajudar as famílias de soldados russos que morreram na ofensiva na Ucrânia e agradeceu a todos os médicos e enfermeiros pelo trabalho que estão a fazer.

A morte de cada soldado nosso é uma tristeza para todos nós.”

Redes de televisão russas sofrem ataques informáticos

Durantes estas cerimónias, algumas redes de televisão russas foram alvo de ataques informáticos.

Pessoas não identificadas acederam à programação das redes de televisão por cabo Rostelecom, MTS e NTV-Plus.

Durante as transmissões apareceram mensagens, como “o sangue de milhares de ucranianos está nas vossas mãos “e ainda “as autoridades estão a mentir”.

O Dia da Vitória, feriado mais importante do ano na Rússia, conta com a presença de unidades que participaram da guerra que eclodiu em 24 de fevereiro na Ucrânia.

Cerca de 11.000 soldados participaram do desfile, aos quais se somaram 131 equipas militares, aviões e helicópteros, número que coincide com o aniversário da vitória sobre as tropas de Hitler.

A coluna motorizada foi liderada pelo lendário tanque T-34, que devastou as fileiras alemãs durante o que ficou conhecido como a Grande Guerra Patriótica, e também inclui o tanque Armata de nova geração.

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