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Bancos russos excluídos do sistema SWIFT

26 fev, 2022 - 23:15 • Redação

De acordo com um comunicado da Comissão Europeia, as novas sanções vão atingir as “pessoas e entidades que proporcionam a guerra na Ucrânia e ajudam as atividades danosas do governo russo”.

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Sete bancos russos vão ser excluídos do sistema SWIFT e “desconectados do sistema financeiro”, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, este sábado à noite.

Este terceiro pacote de sanções à Rússia, por causa da invasão da Ucrânia, foi acertada entre Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Canadá e Reino Unido e vai ser agora apresentada aos líderes da União Europeia.

“A União Europeia e os seus parceiros estão a trabalhar para danificar a capacidade de Putin para financiar a sua máquina de guerra”, declarou Von Der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia vai "propor aos líderes europeus as seguintes medidas: em primeiro lugar, pretendemos garantir que vários bancos russos sejam afastados do SWIFT. Isto garantirá que estes bancos ficam desligados do sistema financeiro internacional, o que afetará a sua capacidade de operar a nível internacional”.

"O SWIFT é o principal sistema interbancário de pagamentos. Ao cortar o acesso, os bancos ficam impedidos de realizar a maioria transações financeiras a nível global, reduzindo eficazmente as importações e exportações russas”, salientou.

Em segundo lugar, indicou Von der Leyen, a UE e os aliados vão "impedir Putin de utilizar as suas reservas financeiras. Vamos paralisar os bens do banco central da Rússia".

Em terceiro lugar, “vamos trabalhar para proibir os oligarcas russos de usarem os seus bens financeiros nos nossos mercados”, declarou.


“Todas estas medidas vão prejudicar, de maneira significativa, a capacidade de Putin financiar a sua guerra e vão ter um impacto significa na sua economia. Putin embarcou num caminho de destruição da Ucrânia, mas o que está a fazer é a destruir o futuro do seu próprio país”, concluiu Von der Leyen.

De acordo com um comunicado da Comissão Europeia, as novas sanções vão atingir as “pessoas e entidades que proporcionam a guerra na Ucrânia e ajudam as atividades danosas do governo russo”.

Durante a próxima semana vai ser criada uma equipa que vai assegurar a “implementação efetiva das nossas sanções financeiras, identificando e congelando os ativos dos indivíduos sancionados e de empresas que existem nas nossas jurisdições”.

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