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EUA preparam "pacote de medidas" para contrariar ataque russo à Ucrânia

04 dez, 2021 - 09:20 • Lusa

As tensões começaram a crescer nas últimas semanas, perante o rumor de um novo ataque contra a Ucrânia pela Rússia, acusada de ter concentrado cerca de 94 mil soldados na fronteira.

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O Presidente dos Estados Unidos disse estar a preparar um "pacote de iniciativas" para proteger a Ucrânia de um eventual ataque russo, quando Kiev e Washington acusam Moscovo de planear uma invasão.

Joe Biden diz estar em “contacto permanente” com os aliados dos Estados Unidos e da Ucrânia, para a eventualidade de uma escalada de tensão militar nas fronteiras ucranianas.

"Estou a preparar o que será, acredito, um conjunto completo de iniciativas que dificultará muito as intenções de Putin”, explicou Biden, referindo-se aos eventuais planos bélicos do Presidente russo.

O Presidente norte-americano e o seu homólogo russo vão discutir nos próximos dias a situação nas fronteiras da Ucrânia, sete anos após a anexação da Crimeia pela Rússia e da ocupação do leste da ex-república soviética por forças separatistas pró-Moscovo.

As tensões começaram a crescer nas últimas semanas, perante o rumor de um novo ataque contra a Ucrânia pela Rússia, acusada de ter concentrado cerca de 94 mil soldados na fronteira.

Para apaziguar a situação, Moscovo pede "garantias de segurança" e, em particular, a garantia de que a NATO não continuará a expandir a sua zona de influência no leste da Europa, nomeadamente com a possibilidade de adesão da Ucrânia à Aliança Atlântica.

Kiev, contudo, recusa categoricamente abandonar o pedido de adesão à NATO – que foi formalizada em 2008 – pedindo aos aliados para rejeitarem as condições impostas por Moscovo para uma pacificação na região.

Comentários
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  • Preocupado? Muito.
    04 dez, 2021 Portugal 14:59
    .... ou a seguir às derrotas da Armênia, os "nossos amigos" ucranianos preparam-se para utilizar os drones turcos contra os separatistas russos. A "receita" deu bons resultados no Azerbaijão contra a Arménia. Acusar a Rússia de "invasão" pode apenas servir para atrapalhar as forças de russas, impedi-las de intervir...Não é novidade, no séc XIX, a França e a Inglaterra já tinham lutado ao lado dos turcos contra a Rússia, na guerra da Crimeia.
  • Cidadao
    04 dez, 2021 Lisboa 11:35
    Lembrem-se do que aconteceu nos ultimos anos da década de 30 do século passado: o primeiro-ministro Inglês, da altura, também pensava poder "apaziguar" Hitler, com cedências atrás de cedência e "ofertas" de territórios - quase sempre territórios dos "outros", não da Inglaterra - à Alemanha. Hitler convenceu-se da fraqueza dos aliados e tivemos a II Guerra. Putin deve ser metido no seu lugar e não pode haver cedências. Hoje cedem nisto, amanhã naquilo, e qualquer dia ele manda em tudo sem disparar um tiro, só com movimentação de tropas. E assim, quando encontrar firmeza, duvido que ele parta para a guerra mesmo localizada e convencional. Sabe que isso lhe saia caro, e as contas já lhe saíram furadas na guerra híbrida de migrantes que patrocinou com o seu lacaio Lukashenko.

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