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COP26. Novo projeto de conclusões aposta em revisões mais frequentes das metas

12 nov, 2021 - 09:32 • José Pedro Frazão

Financiamento climático para os países mais pobres continua longe do objetivo, mas no texto final podem surgir novas metas. Em 2023, deverá haver um encontro de lideranças políticas.

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Há um novo projeto de conclusões em Glasgow. O documento divulgado nesta sexta-feira de manhã na Cimeira do Clima mantém a ideia de revisão dos cortes de emissões no final de 2022, mas tem agora em atenção as diferentes circunstâncias nacionais – o que pode ser um alçapão no texto legal para alguns países se libertarem deste compromisso.

Neste momento, o conjunto das contribuições de cada país é insuficiente para alcançar o Acordo de Paris.

Em cima da mesa da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) está o cenário de revisões mais frequentes do cumprimento de metas nacionais de reduções de emissões, de forma a alinhá-las com a necessidade de não fazer aumentar a temperatura média global em 1,5 graus até 2030.

O Acordo de Paris previa revisões de cinco em cinco anos, mas o descarrilamento das emissões obriga a apertar a malha.

Também no rascunho desta manhã não há ainda uma conclusão em relação aos 100 mil milhões de dólares anuais para apoiar, com financiamento climático, os países mais vulneráveis.

Lamenta-se que essa meta não tenha sido alcançada nos últimos anos, mas pede-se que a mesma possa ser cumprida até 2025. Contudo, não está ainda tudo fechado nesta matéria.

Por fechar está também o conjunto de regras de aplicação do Acordo de Paris e os mecanismos que o vão tornar transparente.

Para as Nações Unidas – e para António Guterres, mais concretamente – fica a incumbência de organizar, em 2023, um encontro de lideranças políticas para alinhar a ambição climática para 2030.

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