Tempo
|
A+ / A-

Crise migratória

Ucrânia vai reforçar presença militar na fronteira com a Bielorrússia

11 nov, 2021 - 20:32 • Lusa

Governo de Kiev procura evitar uma situação semelhante à registada na fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia, mesmo que o afluxo principal se observe a mais de 200 quilómetros da ex-república soviética.

A+ / A-

A Ucrânia anunciou esta quinta-feira que vai destacar milhares de militares para a fronteira a norte com a Bielorrússia, na sequência da crise migratória polaco-bielorrussa, que Bruxelas acusa Minsk de orquestrar.

Segundo o ministro ucraniano do Interior, Denis Monastyrsky, o exército irá enviar mais 8.500 soldados, incluindo 3.000 guardas de fronteira, 3.500 membros da Guarda Nacional e 2.000 polícias para a zona fronteiriça entre a Ucrânia e a Bielorrússia.

Mais de 2.000 migrantes, incluindo curdos do Médio Oriente, estão bloqueados há vários dias num acampamento improvisado no lado bielorrusso da fronteira com a Polónia, onde têm de fazer fogueiras para resistirem às temperaturas próximas dos 0º Celsius.

A crise está a causar uma preocupação crescente na comunidade internacional, com o Conselho de Segurança da ONU a analisar hoje, com caráter de urgência, a situação.

A Ucrânia, que faz fronteira com a Bielorrússia, a norte, e com a Polónia, a oeste, procura evitar uma situação semelhante na sua fronteira, mesmo que o afluxo principal se observe a mais de 200 quilómetros da ex-república soviética.

Os guardas de fronteira ucranianos garantiram hoje que "não vem nenhuma ameaça" do território bielorrusso.

No entanto, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na sequência de uma conversa telefónica com o homólogo da Lituânia, Gitanas Nauseda, avisou que a Ucrânia "responderá adequadamente" a qualquer desenvolvimento da situação na fronteira.

Os europeus acusaram o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, apoiado pelo homólogo russo, Vladimir Putin, de estar a alimentar a crise há várias semanas, através da emissão de vistos para os migrantes e transportando-os para a fronteira com a Polónia, limite da União Europeia (UE), como uma forma de vingança pelas sanções impostas por Bruxelas.

Por sua vez, a Bielorrússia ameaça responder a possíveis novas sanções europeias, agitadas por Bruxelas, fechando as válvulas de um grande gasoduto que passa pelo seu território.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+