Tempo
|
A+ / A-

Tensão diplomática

Bielorrússia pede a Putin que envie bombardeiros nucleares para vigiar fronteira com UE

11 nov, 2021 - 22:29 • Lusa

Ministério da Defesa russo divulgou imagens do voo de dois bombardeiros 'Tu-160', sobrevoando a Bielorrússia, embora tenha especificado que a referida patrulha não era dirigida "contra países terceiros".

A+ / A-

O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, disse, esta quinta-feira, que pediu ajuda à Rússia ajuda para vigiar a fronteira com a União Europeia (UE), para onde Moscovo enviou bombardeiros estratégicos com capacidade nuclear.

Pela segunda vez, em dois dias, Moscovo enviou bombardeiros com capacidade nuclear para patrulhar os céus da Bielorrússia, algo que já tinha acontecido esta quarta-feira.

"Sim, são bombardeiros capazes de transportar armas nucleares. Não temos outra saída. Precisamos de saber o que fazem do lado de lá da fronteira", afirmou Lukashenko durante uma reunião do executivo bielorrusso.

Na segunda-feira, Lukashenko pediu a Putin para se juntar às operações, após a eclosão da crise migratória na fronteira com a Polónia, onde milhares de imigrantes do Médio Oriente procuram entrar no espaço da UE.

"[Moscovo] enviou bombardeiros estratégicos escoltados pelos nossos caças. Temos de monitorizar continuamente a situação na fronteira", sustentou, salientando que os aparelhos irão sobrevoar as fronteiras com a Polónia, com os países bálticos, com todos os Estados membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e ainda com a Ucrânia.

"Foi o que combinámos com os russos. Connosco, as piadas não valem a pena. A situação é séria. Não sabemos o que eles querem", acrescentou.

Esta quinta-feira, também, o Ministério da Defesa russo divulgou imagens do voo de dois bombardeiros 'Tu-160', embora tenha especificado que a referida patrulha não era dirigida "contra países terceiros".

"A duração do voo foi de quatro horas e 36 minutos. Nesse período, os bombardeiros percorreram mais de 3.000 quilómetros", indicou-se na nota militar.

Na quarta-feira, outros dois bombardeiros 'Tu-22M3' também sobrevoaram o território bielorrusso, após o que Minsk informou que as patrulhas passariam a ser regulares "face à situação criada tanto no ar como em terra".

Moscovo, que estendeu esta semana a presença de militares russos em território bielorrusso por 25 anos, apoia Minsk na crise migratória com a Polónia, que conta, por sua vez, com a ajuda europeia.

Lukashenko também ordenou ao Ministério da Defesa e às guardas de fronteira que garantam "o controlo sobre o movimento das tropas da NATO e polacas".

"Vê-se que já são 15 mil militares, tanques, veículos blindados, helicópteros que voam ao lado de aviões. Foram enviados para a fronteira e, mais ainda, sem avisar ninguém, embora sejam obrigados a fazê-lo", denunciou.

Lukashenko assegurou ainda que a Bielorrússia tem de ter "planos de contra-ataque".

"Para que não façam uma pequena guerra na fronteira e não estejamos preparados para isso", acrescentou.

Diante das iminentes sanções europeias, o Presidente bielorrusso ameaçou Bruxelas com o encerramento do gasoduto russo destinado à Europa, que passa pelo país, e com o bloqueio ao trânsito comercial.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • depoisvemse assim
    13 nov, 2021 porto 11:53
    admirado de putin estar a dar ouvidos , a uma pessoa com distúrbios mentais
  • Cidadao
    12 nov, 2021 Lisboa 15:35
    Enquanto estiverem do lado de lá da fronteira, por mim "patrulhem" à vontade. Se se meterem dentro do espaço aéreo da UE, é intersetá-los e forçá-los a regressar para de onde vieram. Mostrar músculo. Tentativas de apaziguamento para doidos destes, têm o mesmo efeito do apaziguamento de Hitler, tentado por Chamberlain antes da II Guerra: Hitler convenceu-se da fraqueza dos Aliados, e começou uma II Guerra Mundial, coisa que nunca teria acontecido se quando ele começou a por as garras de fora, os Aliados tivessem respondido em termos que não deixassem margem para dúvidas, em vez de ir cedendo a tudo o que a Alemanha queria.

Destaques V+