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Morte de espião

Tribunal Europeu responsabiliza Rússia pelo assassinato de Litvinenko

21 set, 2021 - 10:16 • Olímpia Mairos

Alexandre Litvinenko, crítico do Presidente russo, morreu em 2006, envenenado com polónio-2010.

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O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos responsabiliza a Rússia pelo assassinato de Alexandre Litvinenko. A notícia é avançada pela BBC.

O tribunal concluiu “sem margem para dúvidas” que o assassinato foi levado a cabo pelos cidadãos russos Andrei Lugovoi e Dmitry Kovtun, acrescentando que existe “fortes indícios” de que ao matar Litvinenko agiram em nome das autoridades russas.

Moscovo é acusado de ter violado o artigo 2 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, que garante o direito à vida, e o artigo 38, que obriga os Estados-membros do Tribunal Europeu a apresentar todos os documentos necessários para examinar um caso.

Segundo o inquérito, citado pela BBC, o ex-guarda-costas da KGB Andrei Lugovoi e outro russo, Dmitry Kovtun deliberadamente envenenaram o Sr. Litvinenko colocando a substância radioativa na sua bebida”. Ambos negam qualquer envolvimento no assassinato.

Os magistrados condenaram a Rússia a pagar 100 mil euros à viúva de Litvinenko por danos morais.

O antigo espião, de 43 anos, morreu envenenado com polónio-2010, no final de novembro de 2006, três semanas após um encontro com dois antigos agentes russos, Andrei Lugovoi - actualmente deputado de um partido nacionalista - e Dmitri Kovtun, empresário.

Uma testemunha ouvida no inquérito descreveu como Kovtun lhe contou que iria “atrair” Litvinenko para uma conversa, na qual “acabaria com ele”.

O Kremlin desmente qualquer implicação no caso.


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