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Ministro do Ambiente visita Moçambique com dois milhões e projetos na carteira

14 set, 2021 - 08:59 • Lusa

Entre 2017 e finais de 2020, Portugal investiu 1,8 milhões de euros em Moçambique, em sete projetos de reforço no abastecimento de água, principalmente em Maputo.

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O ministro do Ambiente e da Ação Climática português inicia quarta-feira uma visita a Moçambique, onde irá contactar com projetos apoiados por Portugal e anunciar investimentos ao nível da cooperação na ordem dos dois milhões de euros.

Em declarações à agência Lusa, João Pedro Matos Fernandes referiu que nesta visita de quatro dias irá participar numa conferência de doadores para a água, na qual anunciará a disponibilidade de Portugal em apoiar com um milhão de euros, nos próximos três anos, “projetos no domínio do abastecimento de água, para serem desenvolvidos necessariamente por empresas portuguesas”.

O que vai ficar definido, pormenorizou, é que em cada mês de novembro destes três anos, Moçambique diga o que quer fazer no ano seguinte.

“Moçambique tem um grande projeto à escala nacional para a concessão dos serviços de água e nós temos empresas em Portugal, nomeadamente a Águas de Portugal, em excelentes condições para poder concorrer e poder ganhar esses concursos internacionais”, afirmou Matos Fernandes.

O ministro vai ainda celebrar dois projetos na área da conservação da natureza: 150 mil euros para a reserva de elefantes de Maputo, conduzido pelo Serviço de Parques e Reservas de Moçambique, e 150 mil euros para a recuperação dos mangais de Marromeu, a cargo do Parque da Gorongosa.

Sobre este último, o governante sublinhou a importância dos mangais que, além da sua enorme relevância como grandes sequestradores de carbono, são grandes protetores da costa.

“Se não tivessem sido destruídos os mangais da Beira, o furacão Idai não teria feito tantos estragos”, disse.

Já no próximo ano, o Governo português vai financiar, com 280 mil euros, a segunda fase dos planos locais de adaptação, e um projeto, cujo valor ainda não está totalmente definido, para a reflorestação do mogno africano.

João Pedro Matos Fernandes recordou que, em 2017, quando começou o Fundo Ambiental, Portugal manifestou a intenção de financiar projetos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste na ordem de 10 milhões de euros, valor que atingiu, em 2021, os 11,5 milhões de euros.

Destes 11,5 milhões de euros, referiu, 1,8 milhões de euros foram investidos em Moçambique, até final de 2020, nomeadamente em sete projetos no ciclo de água, no reforço no abastecimento de água, principalmente em Maputo.

Com 150 mil euros foi apoiado um projeto de conservação da natureza de melhoria e reconstrução de um laboratório destruído pelo furacão Idai, no Parque Nacional da Gorongosa, investimento que o ministro irá visitar.

Portugal também contribuiu com 20 mil euros para um projeto de apoio à construção de ciclovias em Quelimane.

A partir de 2022, e durante cinco anos, Portugal conta investir 20 milhões de euros para a cooperação no domínio ambiental e do combate às alterações climáticas.

“Esta é uma luta global e temos de saber apoiar os países mais necessitados”, frisou.

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