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Vacina Covid-19. Necessidade de reforço é cada vez mais evidente, diz EMA

09 set, 2021 - 14:29 • Redação com Lusa

Regulador europeu insiste que “provas atuais” mostram eficácia da vacina contra doenças graves e diz que “dentro de poucas semanas” haverá uma decisão sobre terceira dose a maiores de 16 anos.

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A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) admite que é cada vez mais evidente a necessidade de administrar uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 a pessoas imunodeprimidas e mais idosas.

Em conferência de imprensa, nesta quinta-feira, o responsável pela estratégia de vacinação da EMA disse que são “bem compreendidas” as decisões dos países da União Europeia (UE) sobre avançar para doses de reforço das vacinas contra a Covid-19, nomeadamente a grupos vulneráveis, como defendido em Portugal.

“Os Estados-membros da UE podem, através do seu grupo consultivo nacional de imunização, decidir avançar com planos para administrar doses adicionais ou de reforço como uma medida proativa para proteger a saúde pública antes que uma decisão reguladora seja tomada e essas decisões são muito bem compreendidas pela agência na atual situação de emergência que atravessamos”, afirmou Marco Cavaleri.

Falando em Amesterdão, sede do regulador europeu, Cavalieri assinalou que a variante Delta do coronavírus SARS-CoV-2, predominante no espaço comunitário, gerou “inesperados aumentos de infeções em várias partes do mundo”.

“À luz desta tendência, está em discussão na maioria dos Estados-membros europeus se certos grupos vulneráveis podem já beneficiar da vacinação de reforço”, assinalou Marco Cavaleri.



Terceira dose a partir dos 16 anos

A Agência Europeia do Medicamento reserva para daqui a “poucas semanas” uma decisão sobre a administração de umaterceira dose da vacina da Pfizer/BioNtech, para a população em geral com mais de 16 anos.

Este reforço será para administrar seis meses depois da segunda dose.

Até agora, apenas aquele consórcio submeteu um pedido de nova dose da vacina, mas, segundo Marco Cavaleri, “outros fabricantes poderão em breve seguir um caminho semelhante”, como é o caso da Moderna.

O responsável da EMA insistiu que “as provas atuais, baseadas na análise de dados do mundo real sobre a eficácia da vacina e a duração da proteção, mostram que existe ainda uma proteção global considerável contra doenças graves e hospitalização na população em geral” das vacinas contra a Covid-19 aprovadas na UE, pelo que uma terceira dose só é admitida para grupos vulneráveis como imunodeprimidos.

Quanto ao tipo de vacina a administrar na terceira dose, Marco Cavaleri assinalou que, “em alguns Estados-membros e em outros países do mundo, há casos em que a dose de reforço é a de outro fabricante” que não a das doses administradas no ciclo primário, situação que a EMA ainda está a analisar.

A posição do regulador é idêntica à do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), que num relatório divulgado na semana passada – coassinado por especialistas da EMA – defendeu não existir “necessidade urgente” de administrar doses de reforço da vacina anticovid-19 à população em geral, dado que os fármacos aprovados na UE são “altamente protetores” contra doença grave.

Ainda assim, o ECDC admitiu “a opção de administrar uma dose adicional de vacina a pessoas que possam ter uma resposta limitada ao ciclo primário de vacinação”, incluindo “indivíduos imunodeprimidos, por exemplo, recetores de transplantes”, bem como “indivíduos mais velhos e frágeis”.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde atualizou também na semana passada as normas para admitir uma terceira dose adicional da vacina a imunodeprimidos com mais de 16 anos, como transplantados, seropositivos e doentes oncológicos.

A Covid-19 provocou pelo menos 4.593.164 mortes em todo o mundo, entre mais de 222,46 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.826 pessoas e foram contabilizados 1.050.719 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.


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