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Dubai aposta em cientistas, drones e tecnologia para criar chuva

21 jul, 2021 - 18:06 • Redação

Devido à escassez de água potável no país, às temperaturas adversas e ao crescimento da população, o Governo dos Emirados Árabes Unidos está a gastar milhões para arranjar soluções a longo prazo.

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O Governo dos Emirados Árabes Unidos (EAU) está desesperado por encontrar água natural, na ausência de chuva quando o país for um dos principais afetados por secas mais intensas provocadas por alterações climáticas. Portanto, está a pagar a cientistas para criarem chuva.

O instituto de meteorologia do país publicou um vídeo no Instagram, esta semana, em que drones provocaram uma chuva intensa na cidade de Ras al Khaimah, no norte do país.

Segundo o Washington Post, os cientistas usaram drones que provocam reações em pequenas e ténues nuvens através de choques elétricos, criando assim um avolumar de gotas cada vez maiores, que atingem o chão em vez de se evaporarem no ar quente dos EAU.

O objetivo do Governo de Dubai é aumentar a precipitação em cerca de dez centímetros por ano, num país cuja área não habitada é maioritariamente deserto.

Os cientistas que estão a colocar em prática o esforço de criar chuvadas são da Universidade de Reading. À CNN, a investigadora Keri Nicoll explica que os cientistas receberam 1,5 milhões de dólares, ao longo de três anos, das autoridades científicas dos EAU. Mas não foram os únicos, já que o país investiu em pelo menos nove outros projetos semelhantes durante os últimos cinco anos.

Outra forma que os EAU têm encontrado para conseguir mais água potável é investindo em projetos de "dessalinização" de água, convertendo água do mar em água potável. 42% da água potável do país vem de centros que fazem esta transformação.

Os EAU usam quatro mil milhões de metros cúbicos de água por ano, mas apenas 4% desse valor é conseguido através de fontes de água renováveis, segundo cita o WP. Além disso, há a preocupação humana, já que a população do país está a subir a pique e, entre 2005 e 2010, o uso de água aumentou em um terço e a população saltou de 8,3 milhões para 9,9 milhões em cerca de uma década.

As temperaturas nos EAU são elevadíssimas e a precipitação reduzida. Chove poucos dias por ano e, recentemente, foram registados cerca de 50 graus centígrados.

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