Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
A+ / A-

Roman Protasevich

Europa está a "aumentar a pressão" para garantir liberdade do jornalista bielorrusso

27 mai, 2021 - 19:21 • Lusa

A garantia parte do Ministério do Negócios Estrangeiros, que invoca "as regras elementares da convivência internacional".

A+ / A-

A União Europeia (UE) está a "aumentar a pressão" sobre a Bielorrússia para que este país respeite as "regras elementares da convivência internacional" e liberte o jornalista Roman Protasevich, assegurou esta quinta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Estamos a aumentar a pressão sobre o regime bielorrusso para que respeite aquilo que são as regras elementares da convivência internacional, desde logo as regras que permitem que uma pessoa, quando entra num avião comercial para realizar uma viagem entre duas capitais europeias, possa ter a segurança de que esse voo não vai ser intercetado por um caça militar", frisou Augusto Santos Silva.

Na segunda-feira passada, os líderes europeus, reunidos em Bruxelas, "foram muito claros nas orientações" sobre as sanções a aplicar contra a Bielorrússia após a detenção de Roman Protasevich, considerou o ministro, que falava em conferência de imprensa conjunta com o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, depois da reunião informal dos ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco, em Lisboa.

Em primeiro lugar, os chefes de Estado e de Governo da UE decidiram "agravar as sanções dirigidas a pessoas singulares ou coletivas ligadas ao regime bielorrusso e implicadas na violação grosseira e sistemática de direitos fundamentais", começou por enumerar.

Os líderes do bloco pretendem ainda "estudar a aplicação de outro tipo de sanções", nomeadamente sanções de "natureza económica", e solicitar à Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, na sigla em inglês) uma "investigação independente para apurar tudo o que aconteceu no domingo passado e as respetivas responsabilidades".

Além disso, e tendo em conta que o espaço aéreo bielorrusso "deixou de ser seguro para a aviação civil e comercial europeia", vincou, os governantes apelaram às companhias europeias para não sobrevoarem o espaço aéreo daquele país e, por outro lado, "interditar à companhia aérea bielorrussa o sobrevoo de espaço aéreo europeu".

Por sua vez, o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, ressalvou que "nada foi decidido" durante a reunião informal de hoje sobre esta matéria, embora já tenham sido feitas "algumas considerações" pelos Estados-membros.

"Precisamos de algum tempo mais, não muito, mas temos de adaptar o quadro jurídico legal para proceder a aplicação de sanções económicas e setoriais", completou.

A Bielorrússia é acusada de ter desviado, no domingo, um avião da companhia aérea irlandesa Ryanair para Minsk (Bielorrússia), a fim de deter o opositor bielorrusso Roman Protasevich, de 26 anos, que estava a bordo.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+