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Rússia

Segundo julgamento numa semana. Navalny no banco dos reús por difamação

05 fev, 2021 - 11:19

Na terça-feira, a Justiça russa condenou o opositode Putin a três anos e meio de prisão, ao tornar efetiva uma pena suspensa decretada em 2014.

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O dirigente da oposição russa Alexei Navalny começou a ser julgado por alegada difamação de um veterano da Segunda Guerra Mundial tratando-se do segundo julgamento, em processos diferentes, numa semana.

Desta vez, Navalny é acusado de publicar no canal da plataforma digital Telegram, em junho de 2020, um vídeo do veterano que defendia as emendas constitucionais promovidas pelo presidente russo, Vladimir Putin, com "comentário falsos" que atingiram a "honra e a dignidade" do antigo soldado.

O opositor russo também não se reconhece culpado neste caso.

O artigo do Código Penal que é usado neste caso prevê uma multa de um milhão de rublos (13 mil euros) ou 240 horas de trabalhos sociais.

Na terça-feira passada, a Justiça russa condenou Navalny a três anos e meio de prisão, ao tornar efetiva uma pena suspensa decretada em 2014, num julgamento considerado "arbitrário" pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Da pena, refere a sentença de terça-feira, são descontados os dez meses em que Navalny permaneceu em prisão domiciliária.

Hoje, o opositor russo disse que o processo sobre o veterano é uma "farsa".

O homem de 95 anos vai participar na sessão através de vídeo conferência.

A estação de televisão Dozhd noticiou que Navalny afirmou que os familiares do veterano "são fascistas e prostitutas políticas" e que estão a usar o veterano para "lhe sacarem dinheiro".

"Se lhe dá um ataque de coração vocês vão ser os culpados", disse Navalny, notando que o homem surge nas imagens com uma máquina de oxigénio.

Presentes no tribunal estão representantes diplomáticos das embaixadas da França e do Reino Unido.

Após a detenção de Navalny, no passado dia 17 de janeiro, quando regressava da Alemanha, os apoiantes convocaram manifestações pacíficas em 140 cidades da Rússia.

As manifestações foram reprimidas violentamente pela polícia, que deteve 10 mil pessoas.

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