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Nagorno-Karabakh. Azerbaijão acusa Arménia de quebrar cessar-fogo

18 out, 2020 - 11:19 • Lusa

Ministério da Defesa do Azerbaijão denuncia fogo de artilharia inimiga e ataques na linha da frente pouco depois do início das tréguas. Arménia já tinha feito a mesma acusação.

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O Azerbaijão acusou neste domingo o Exército arménio de também ter violado o novo acordo de cessar-fogo em Nagorno-Karabakh, horas depois da sua entrada em vigor.

Arménia e Azerbaijão tinham chegado a um acordo: às 00h00 deste domingo iniciava-se uma "trégua humanitária" no conflito.

“Apesar da trégua anunciada, as forças armadas arménias violaram abertamente o novo acordo”, afirmou o Ministério da Defesa do Azerbaijão, em comunicado citado pela agência de notícias France-Presse, denunciando o fogo de artilharia inimiga e ataques ao longo da linha da frente.

Algumas horas antes, a Arménia também tinha acusado o Azerbaijão de bombardear a região, violando a "trégua humanitária" que tinha acabado de entrar em vigor em Nagorno-Karabakh.

"O inimigo disparou artilharia na direção Norte entre as 00h04 e as 2h45 [21h04 e 23h45 de sábado em Lisboa] e lançou foguetes em direção ao Sul entre as 2h20 e as 2h45 [23h20 e 23h45 de sábado em Lisboa]", escreveu na rede social Twitter a porta-voz do Ministério da Defesa arménio, Shushan Stepanyan.


Nagorno-Karabakh pertence ao Azerbaijão, mas está sob o controlo de forças étnicas apoiadas pela Arménia, alimentando um conflito que dura há várias décadas e que se agravou em 27 de setembro.

Nas últimas semanas morreram mais de 700 pessoas por causa deste conflito.

Na madrugada de sábado, morreram pelo menos 12 pessoas e mais de 40 ficaram feridas após um ataque com mísseis a uma zona residencial em Ganja, a segunda maior cidade do Azerbaijão.

Ganja já tinha sido atingida há uma semana por um míssil, que matou 10 pessoas e fez mais de 30 feridos.

A cidade tem mais de 300 mil habitantes e situa-se a cerca de 300 quilómetros a oeste de Baku, a capital do Azerbaijão.

O novo surto de violência mina os esforços internacionais para acalmar as hostilidades entre os arménios cristãos e os azeris muçulmanos, envolvendo potências regionais como a Rússia e a Turquia.

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