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Nobel da Física 2020

"Fronteiras do universo" foram quebradas e premiadas com o Nobel, destaca Carlos Fiolhais

06 out, 2020 - 17:33 • Núria Melo

Físico português destaca "grande conquista" e "enormes avanços na compreensão do universo", após três cientistas terem sido laureados com o Prémio Nobel da Física pelo seu trabalho sobre buracos negros.

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As consideradas "fronteiras do universo" foram quebradas e premiadas pela Academia Sueca, diz o físico Carlos Fiolhais, em reação ao anúncio do Prémio Nobel da Física 2020, este ano novamente tripartido.

Esta terça-feira de manhã, o secretário-geral da Academia sueca, Göran K. Hansso, anunciou a atribuição do Nobel da Física a Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez pela sua investigação sobre buracos negros.

Penrose, físico matemático e professor emérito da Universidade de Oxford, foi distinguido por descobrir e comprovar “que a formação de buracos negros é uma consequência direta da teoria geral da relatividade”. Genzel, do Instituto Max Planck, e Ghez, do Departamento de Física e Astronomia da Universidade da Califórnia, foram laureados pela “descoberta de um objeto compacto e supermassivo no centro da nossa galáxia”, adiantou a academia.

À Renascença, Carlos Fiolhais destaca a importância e as particularidades desta conquista. E garante que "agora não existem dúvidas sobre a existência deste objeto compacto no centro da nossa galáxia", um "enorme buraco negro no centro do cosmos onde vivemos".

"Este trabalho confirmou a existência deste enorme buraco negro", diz o físico e professor universitário, que fala numa "enorme conquista para a ciência".

Os três cientistas laureados "seguiram o movimento de estrelas que estão muito próximas do centro da galáxia, desse super buraco negro", onde "as estrelas que aí existem viajam a velocidades muito elevadas". Quanto "mais perto estão do centro da força, mais rápido é o seu movimento", explica Carlos Fiolhais, o que dificulta o seu estudo.

Para o físico, o trabalho destes cientistas "é notável", porque conseguiram muito rapidamente documentar e analisar as órbitas e a sua explicação na zona da Via Láctea denominada Sagitário A, que é objeto de estudo das equipas de astrónomos lideradas por Genzel e Ghez desde os anos 1990.

"Os limites do universo foram agora atravessados por estes cientistas", sumariza o investigador português, destacando que esta descoberta "não é apenas importante para a ciência" mas para todos nós. "São enormes avanços na compreensão do universo."

Lembrando que "a ciência nasce da observação do céu", o cientista português desafia os curiosos a tentarem identificar a Via Láctea, "uma mancha esbranquiçada no céu" noturno. "A Via Láctea não está fora de nós, nós é que estamos dentro dela", ressalta Fiolhais.

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