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Covid-19

Críticas e desejos de recuperação. Líderes mundiais reagem à infeção de Trump

02 out, 2020 - 11:02 • Sofia Freitas Moreira com Reuters

Donald Trump e a mulher, Melania, anunciaram nesta sexta-feira que estão infetados com Covid-19. As reações dividem-se entre desejos de rápida recuperação e críticas à forma como o Presidente norte-americano tem lidado com a pandemia.

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A notícia de Donald Trump infetado com Covid-19 não deixou o mundo indiferente. O Presidente norte-americano anunciou nesta sexta-feira que, tanto ele como a mulher, Melania Trump, estão infetados com o novo coronavírus.

As mensagens dividem-se entre desejos de uma rápida recuperação e críticas à forma como Trump tem lidado com a pandemia.

O casal encontra-se em quarentena, apenas a um mês das próximas eleições presidenciais, marcadas para 3 de novembro. Muitos defendem que, a partir de agora, as regras do jogo nas eleições podem mudar.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recorreu ao Twitter para desejar uma “rápida recuperação” ao casal.


Ainda no Reino Unido, o ministro britânico Robert Jenrick sublinhou que entende o que é ter um chefe do Governo infetado com Covid-19, recordando quando Boris Johnson testou positivo, em março.

“Nós sabemos o que é ter, no nosso caso, um primeiro-ministro que testou positivo para a Covid-19 e, pondo de parte a política, queremos todos vê-lo e à sua mulher a ficarem melhor, rapidamente”, declarou Jenrick, de acordo com a Reuters.

Mas nem todas as manifestações têm sido positivas. Do lado do Governo francês, o porta-voz, Gabriel Attal, escreveu que “isto demonstra que o vírus não poupa ninguém, incluindo aqueles que mostraram ceticismo”. Apesar da crítica, Attal espera que Trump recupere rapidamente.

Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos, escreveu que se junta “aos milhões na América que rezam pela rápida e total recuperação” de Trump e Melania.

“Que Deus abençoe o Presidente Trump e a nossa maravilhosa primeira-dama Melania”, lê-se no tweet de Pence.


Na China, o chefe de redação do jornal “Global Times”, Hu Xijin, reagiu à notícia com duras críticas ao Presidente norte-americano.

“O Presidente Trump e a primeira-dama pagaram o preço pelo arriscado jogo de desvalorizar a Covid-19. As notícias mostram a severidade da situação pandémica nos Estados Unidos”, escreveu Xijin.

Na opinião do jornalista chinês, a notícia vai ter um “impacto negativo na imagem de Trump e dos Estados Unidos, podendo ainda afetar negativamente a sua reeleição”.

O Presidente russo, Vladimir Putin, enviou um telegrama ao seu homólogo americano para lhe desejar uma rápida recuperação, informaram agências de notícia russas, citando o Kremlin.

"Estou certo de que a sua vitalidade inerente, bom humor e otimismo o ajudarão a lidar com este vírus perigoso", disse o telegrama de Putin, segundo a agência de notícias Interfax.

O presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, desejou uma rápida recuperação ao casal.


A chanceler alemã, Angela Merkel, enviou a Trump os melhores votos de uma recuperação rápida, disse o porta-voz da chefe de Estado no Twitter.

"Espero que eles recuperem bem da infeção por coronavírus e que estejam completamente saudáveis novamente", lê-se no tweet de Steffen Seibert.


O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que, “como milhões de outros israelitas”, está a pensar em Trump e Melania, seus “amigos”, desejando-lhes uma rápida recuperação.


Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, aproveitou a ocasião para relembrar que a “Covid-19 é uma batalha que continuamos todos a lutar. Todos os dias. Onde quer que vivamos”.


O chefe do departamento de investigação em Saúde Global da Universidade de Southampton, no Reino Unido, explicou que o “perfil do Presidente o classifica como vulnerável” ao vírus: “ele tem 74 anos e, alegadamente, tem excesso de peso”, afirmou Michael Head, avança a Reuters.

O investigador diz ainda que, apesar de ser plausível que Trump tenha sido infetado pela assessora, que testou positivo para o vírus, também existe a possibilidade de o chefe de Estado norte-americano ter sido contagiado num dos comícios que presidiu nas últimas semanas.

“Ele também participou em encontros fechados de larga escala, onde a prática de um bom controlo de infeção não esteve em evidência. Isto inclui a falta de uso de máscaras faciais dos participantes”, sublinhou Head.

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