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Pandemia de ​Covid-19

António Costa "atira-se" ao PM holandês: “Ou saímos todos ao mesmo tempo ou ficamos no problema”

13 jul, 2020 - 20:07 • Carlos Calaveiras

Primeiro-ministro esteve reunido com Mark Rutte, um dos “frugais”, para preparar o Conselho Europeu sobre o plano de recuperação da economia europeia nestes tempos de pandemia.

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O primeiro-ministro insiste que quando se participa numa negociação tem de haver cedências de ambos os lados, mas que “há um limite”.

António Costa esteve reunido com o homólogo holandês, Mark Rutte, um dos “frugais”, para preparar o Conselho Europeu sobre o plano de recuperação da economia europeia nestes tempos de pandemia.

“Temos de estar disponíveis para ceder em alguma parte, as propostas em cima da mesa têm sido equilibradas mas têm defendido as posições dos quatro frugais [Áustria, Holanda, Dinamarca e Suécia]. Há um limite a partir do qual têm de ser os 23 a dizer não. Para não chegarmos a isso, os quatro frugais têm de fazer um movimento no sentido positivo”, disse Costa.

Em Haia, o primeiro-ministro insistiu que é necessário encontrar “pontos de convergência”. Deixou, no entanto, claro que “não é aceitável, como alguns frugais dizem, que sejam necessárias condicionalidades para apoiar os países como se fosse uma questão de solidariedade. Não é, é de racionalidade”.

“A Holanda deve ser o primeiro ou segundo país que beneficia do mercado interno. Precisa que Itália e Espanha não estejam em recessão” e, por isso, “ou saímos todos ao mesmo tempo do problema, ou ficamos no problema”, defende António Costa.

O chefe de Governo português reafirma que “é urgente que [o plano] seja aprovado”.

O presidente do Conselho Europeu Charles Michel mantém o valor do Fundo de Recuperação proposto pela Comissão, prevendo que dois terços (500 mil milhões de euros) sejam canalizados para os Estados-membros a fundo perdido e o restante (250 mil milhões) na forma de empréstimos. E reduz em 2% o montante global do Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia para os próximos sete anos.

Comentários
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  • mew
    14 jul, 2020 \ 11:42
    O importante é a atitude do 1o ministro. Mesmo reverendo, não se deixa ir em conversas.
  • Cidadao
    13 jul, 2020 Lisboa 20:54
    O peito inchado da Holanda deriva não da exportação de tulipas mas em grande parte das maiores empresas lá terem as suas sedes fiscais e lá pagarem os menores impostos, enquanto as fábricas estão noutros países onde pagam bolotas como salário aos seus trabalhadores. Para quando a uniformização fiscal na UE que faça com que deixe de ser vantajoso ter fábricas em países de salários miseráveis e pagar impostos noutros países onde só existe a sede fiscal? É que se acabava logo com as peneiras dos holandeses ...

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