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​Fogo florestal deflagra perto da central nuclear de Chernobyl

05 abr, 2020 - 15:42 • Lusa

Serviços de emergência enviaram para o local 130 bombeiros e dois aviões de combate. Informações sobre o aumento dos níveis de radiação são contraditórias.

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Um fogo florestal atingiu este domingo a zona interditada da central nuclear de Chernobyl, mas as informações sobre o aumento dos níveis de radiação são contraditórias.

O fogo já consumiu 100 hectares de floresta, segundo Yehor Firsov, responsável pelos Serviços de Inspeção Ecológica da Ucrânia.

Segundo a France Presse, os serviços de emergência que enviaram para o local 130 bombeiros e dois aviões de combate a fogos referem que os níveis de radiação aumentaram na zona do incêndio, facto que está a dificultar o combate às chamas.

As informações sobre os níveis de radiação são contraditórias, visto que outras fontes oficiosas indicam que a situação está dentro da normalidade.

O fogo situa-se na Zona de Exclusão de Chernobyl, de cerca de 30 quilómetros, e que foi estabelecida após o desastre de 1986.

Toda a zona foi evacuada há 33 anos, apesar de cerca de 200 pessoas ainda viverem no local, ignorando, desde os anos 1980, as ordens que foram emitidas para abandonarem o local.

Em 2017, os serviços de emergência ucranianos enfrentaram um incêndio na zona perto do terceiro reator da central que foi encerrado em dezembro de 2000.

Nos últimos meses disparou o número de turistas que visitou a zona do desastre e que em agosto de 2019 alcançou os 75 mil visitantes, atraídos pelo "turismo radical" e pelo interesse provocado pela série de televisão "Chernobyl".

Em 2016 ficou concluída a instalação do sarcófago de proteção do quarto reator, a maior estrutura dinâmica jamais construída e que garante a segurança do local durante um período de cem anos.

A explosão na madrugada do dia 26 abril de 1986 no quarto reator da Central de Chernobyl, três anos antes do colapso da União Soviética, libertou material radioativo que atingiu vários países da Europa ocidental.

A radiação continua a afetar milhares de habitantes da Ucrânia, Bielorrússia, Rússia, além da contaminação dos terrenos numa aérea correspondendo a 200 mil quilómetros quadrados.

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