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Peritos da ONU pedem investigação a alegado ciberataque saudita ao fundador da Amazon

22 jan, 2020 - 23:28 • Redação com Reuters

Os relatores especiais dizem ter informações que apontam para o “possível envolvimento” do monarca saudita num alegado ataque ao telemóvel de Jeff Bezos.

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Peritos das Nações Unidas pediram esta quarta-feira uma investigação às denúncias de que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, espiou o telemóvel do líder da multinacional norte-americana Amazon, Jeff Bezos.

Os relatores especiais da ONU, Agnes Callamard e David Kaye, dizem ter informações que apontam para o “possível envolvimento” do monarca saudita o alegado ciberataque ocorrido em 2018.

Citados pela agência Reuters, fontes oficiais da Arábia Saudita já apelidaram as alegações de absurdas.

O telemóvel de Jeff Bezos terá sido pirateado há dois anos, depois de o fundador da Amazon ter recebido uma mensagem na aplicação Whatsapp enviada de uma conta pessoal de Mohammed bin Salman, disseram fontes ao jornal “The Guardian”.

Uma análise forense digital apurou que a mensagem continha um ficheiro com um vírus para aceder aos conteúdos do telemóvel do homem mais rico do mundo.

O alegado ciberataque aconteceu meses antes da morte de Jamal Khashoggi, em outubro de 2018. O jornalista saudita, critico do regime de Riade, foi assassinado na embaixada do seu país em Istambul.

Jamal Khashoggi era cronista no jornal “The Washington Post”, que é propriedade de Jeff Bezos.

Um relatório das Nações Unidas, divulgado em junho de 2019, responsabilizou o príncipe da Arábia Saudita pela morte do jornalista e ativista.

Em dezembro do mesmo ano, a justiça saudita condenou oito pessoas pela morte do jornalista Jamal Khashoggi. Cinco foram condenadas à morte e três a 24 anos de prisão.

As autoridades sauditas afirmam, contudo, que o príncipe não teve qualquer papel no assassinato e onze suspeitos sauditas foram julgados em Riade, num processo que decorreu com muito secretismo.

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