Tempo
|
A+ / A-

Rússia. Elementos das Pussy Riot libertadas e detidas logo a seguir

31 jul, 2018 - 14:39

As quatro russas tinham sido detidas depois de terem entrado me campo no jogo da final do Campeonato do Mundo. As autoridades policiais não deram qualquer explicação à imprensa.

A+ / A-

Quatro membros do grupo russo Pussy Riot foram detidas pela polícia na segunda-feira, em Moscovo, imediatamente após terem sido libertadas de 15 dias de detenção, por perturbação da final do Mundial de futebol, noticiam hoje as agências estrangeiras.

Um jornalista da Agência France Presse viu Veronika Nikoulchina, Olga Kouratcheva e Olga Pakhtoussova a celebrarem a libertação, minutos antes de terem sido forçadas a entrar numa viatura da polícia, sem que as autoridades policiais tenham prestado qualquer explicação à imprensa.

Um quarto membro, o porta-voz da banda Piotr Versilov, que fora libertado de outro centro de detenção em Moscovo, colocou um comentário na sua rede social Twitter a dizer que tinha sido detido pela polícia de choque, e conduzido às proximidades do estádio Loujniki, para onde o grupo fora levado após os incidentes registados no jogo França-Croácia.

"Eles (a polícia) informaram-nos que nos vão deter durante a noite", acrescentava o comentário de Piotr Versilov no Twitter.

Em 23 de julho, um tribunal negou provimento aos recursos dos quatro ativistas, que foram detidos a 15 de julho, em Moscovo, quando, vestidos de polícias, invadiram o campo onde se disputava a final do campeonato do mundo de futebol.

Os quatro ativistas foram considerados culpados de terem violado "de forma grosseira" as regras de comportamento dos espetadores pelo que foram sentenciados a 15 dias de prisão e proibidos de participarem em eventos desportivos durante três anos.

O incidente ocorreu ao minuto 53 da partida, em frente ao Presidente russo, Vladimir Putin, e aos seus homólogos francês e croata, Emmanuel Macron e Kolinda Grabar-Kitarovic, respetivamente.

O grupo russo Pussy Riot responsabilizou-se pelo incidente, tendo igualmente difundido uma lista com seis exigências, entre as quais a libertação dos presos políticos na Rússia, o fim das prisões durante as manifestações pacíficas e a autorização de competição política na Rússia.

A ação mais conhecida das Pussy Riot remonta a fevereiro de 2012 quando, numa catedral de Moscovo, cantaram uma oração 'punk' contra Vladimir Putin.

Em agosto de 2012, três membros do grupo foram condenados devido a "vandalismo motivado pelo ódio religioso".

Ekaterina Samutsevich foi libertada em outubro de 2012, enquanto Nadejda Tolokonnikova e Maria Alekhina cumpriram 22 meses de sentença de prisão.

Em Paredes de Coura

A 17 de agosto, as Pussy Riot marcam presença na edição deste ano do Festival Paredes de Coura. Fonte da Organização do Festival disse à agência Lusa estar confirmada a presença de Nadya Tolokno no certame.

"Não virá sozinha, mas não sabemos quem a acompanhará", precisou à Lusa a mesma fonte.

As Pussy Riot também estão anunciadas para o festival Fringe, que se realiza em Edimburgo, de 03 a 27 de agosto. Maria Alekhina é esperada igualmente para a festa do livro da cidade escocesa, que tem início a 11 de agosto. A ativista russa deverá participar num encontro com o antigo ministro grego das Finanças Yanis Varoufakis.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+