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Atentado em Estocolmo. Não há informação de portugueses envolvidos

07 abr, 2017 - 17:54

O ministro dos Negócios Estrangeiros repudia "acto bárbaro".

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, considerou esta sexta-feira o atentado em Estocolmo como “um acto bárbaro” e adiantou que a embaixada portuguesa não tem informação que permita dizer que há cidadãos nacionais vitimados.

“O primeiro-ministro já endereçou as condolências ao seu homólogo sueco, que já agradeceu, e quero exprimir a minha solidariedade com a Suécia por mais um ato bárbaro que mostra a importância de todos cooperarmos sobre o terrorismo, na partilha de informações e em perseverar na garantia da máxima segurança possível para os cidadãos”, disse o ministro à margem da apresentação de uma aplicação informática para o ensino do português à distância.

“A informação que temos das autoridades suecas é que tudo leva a crer que se trata de um atentado que lamentamos e condenamos veementemente”, acrescentou Santos Silva, sublinhando que as informações que a embaixada portuguesa em Estocolmo tem “não permitem dizer que qualquer cidadão ou cidadã nacional esteja envolvido”.

Questionado sobre se a saída do Reino Unido da União Europeia pode dificultar a troca de informações entre as autoridades dos vários países europeus, Santos Silva respondeu: “A fase em que estamos não exige mais reflexões nem revisões, exige é a implementação do que acordámos; a UE afirmou no ano passado uma estratégia global de segurança e política externa que tem um calendário que está a ser cumprido”.

A luta contra o terrorismo, vincou, “é a maior ameaça que impende sobre os nossos povos, a nossa vida comum e os nossos valores, e todos os países devem estar mobilizados nesta luta”.

Isto significa, concluiu, “por um lado a necessidade de desenvolver políticas de apoio ao desenvolvimento e, por outro, conduzirmos o processo de luta ao terrorismo que evitem movimentos de radicalização políticas e que as nossas polícias e serviços de informação possam colaborar entre si para que os terroristas tenham cada vez menos liberdade de movimentos”.

Um camião avançou esta sexta-feira ao princípio da tarde sobre várias pessoas e foi embater na montra de uma loja da rua Drottninggatan, uma via pedonal no centro da capital sueca, fazendo pelo menos dois mortos e um grande número de feridos.

O primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, já afirmou que “tudo aponta para um atentado terrorista”, que provocou a morte de duas pessoas.

A imprensa sueca noticiou por seu lado que três a cinco pessoas terão morrido no ataque, mas as autoridades não confirmaram esses números até ao momento.

Os serviços de informações suecos anunciaram por seu lado que há “um grande número de feridos”.

O camião utilizado no ataque foi um pesado da cervejeira sueca Spendrups, empresa que afirmou ao diário Aftonbladet que o veículo lhe pertence e foi roubado esta manhã.

Esta é a quinta vez nos últimos meses que um veículo é usado para atropelar pessoas num ataque terrorista na Europa.

A 14 de Julho de 2016, morreram 84 pessoas e mais de 100 ficaram feridas quando um camião conduzido pelo tunisino Mohamed Bouhlel atropelou uma multidão reunida na marginal de Nice (sul) para as comemorações do Dia Nacional de França.

A 19 de Dezembro seguinte, 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas num mercado de Natal em Berlim, atropeladas por um camião conduzido deliberadamente contra a multidão.

A 22 de Março, um homem matou cinco civis e um polícia e feriu outras 31 pessoas ao conduzir o carro contra peões junto ao parlamento britânico, em Londres.

Um dia depois, em Amberes, na Bélgica, um homem foi detido por conduzir um automóvel a grande velocidade numa rua pedonal. No porta-bagagens, levava uma espingarda, armas brancas e um bidão com “conteúdo indeterminado”.

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  • S
    08 abr, 2017 S 11:24
    Esta fotografia foi tirada na Suécia? A sério?! Os tipos não são lá muitos loiros... não. Até os suecos já não são o que eram.
  • Teixeira
    07 abr, 2017 Lisboa 22:08
    Considero que vitimas de atentados são mortos que lamentamos. Pouco importa se são portugueses, suecos ou do Burundi.

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