Tempo
|
A+ / A-

Manhattan. “Corre! É uma bomba”

18 set, 2016 - 15:00

Pelo menos 29 pessoas ficaram feridas na explosão deste domingo de madrugada num bairro de Manhattan. Um segundo engenho explosivo foi desactivado depois.

A+ / A-
Bomba explode no coração de Nova Iorque
Bomba explode no coração de Nova Iorque

Veja também:


Carolina Magnani é italiana e está de férias em Nova Iorque. Estava na rua 23 quando se deu a explosão de uma bomba. “Ouvi um grande estrondo e uma senhora disse-me: ‘corre! É uma bomba! É uma explosão!”

“Comecei logo a fugir para o lado contrário, na direcção da explosão, para ir buscar o meu namorado que estava na sexta avenida”, conta ao “Daily Mail”.

Sonia Luthra confirma que o estrondo foi tão alto que o sentiu. “Foi assustador no início e depois soou como um trovão, parecia muito pesado”, diz à agência Reuters. “Senti-me como se estivesse no meio de um fogo-de-artifício".

Mais calmo estava Danilo Gabrielli, a fazer “zapping” no sofá do seu apartamento, situado precisamente na rua 23ª, onde se deu a explosão. “Todo o prédio tremeu”, conta à CNN. “Saí de casa e as pessoas do meu prédio foram as primeiras a chegar. Os bombeiros começaram a entrar por todas as direcções e a polícia de Nova Iorque também. Bloquearam toda a área”, relata.

Também Karim Sattarov se encontrava em casa. “Abri a janela e estavam os carros da polícia a chegar. Nós saímos para ver o que se estava a passar. Eu vivo no nono andar, por isso consegui ouvir, foi como se alguma coisa estivesse a cair”, descreve à Reuters.

Talvez uma “grande bola” ou “um vulcão”, como diz Debra Griffith, descrevendo um cenário com “vermelho ao centro e fora dele tudo branco; uma nuvem branca”.

“Todas as pessoas que eu vi estavam atordoadas, em choque, todos a tossir. Algumas pessoas disseram que os tímpanos de outras pessoas provavelmente tinham rebentado porque o som era muito alto", acrescenta.

Prova disso é Tsi Tsi Mallett. "Foi realmente alto, dói-me os tímpanos”, afirmou ao “Daily Mail”. Estava a conduzir na rua 23 na altura da explosão, com o filho de 10 anos no banco de trás. “A explosão quebrou o vidro de trás”, conta.

Eram 20h30 (1h30 de domingo em Lisboa). Vinte e nove pessoas ficaram feridas, uma das quais em estado grave. Três horas depois, foi encontrado, na rua 27, um segundo engenho explosivo (artesanal e feito a partir de uma panela de pressão), que foi desactivado.

O incidente foi classificado como um “acto intencional”, ainda que sem indícios de terrorismo.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Cavalo de Tróia
    19 set, 2016 Orelhudo 08:28
    CORRE É UMA BOMBA ! Se já tinha explodido, para quê correr ! Se fosse tiros de metralhadora, está bem, toca a correr, mas aos esses ! Ai só me apetece cob..., já que a vida é tão curta !
  • Vera
    18 set, 2016 Palmela 16:01
    O perigo, a estupidez humana, continua a vaguear pelo mundo... meu Deus!

Destaques V+