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Carta a Marcelo. ​Líder da Renamo quer negociar com Governo moçambicano

11 mai, 2016 - 18:43

Afonso Dhlakama, que se encontra presumivelmente na serra da Gorongosa desde o final do ano passado, afirma estar "comprometido com a estabilidade".

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O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, escreveu uma carta ao Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, dando conta da sua vontade de negociar a paz com o Governo moçambicano, desde que a comunidade internacional seja envolvida.

Na carta, reproduzida esta quarta-feira no semanário Canal de Moçambique e com data de 5 de Maio, em plena visita de Estado do Presidente português a Moçambique, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) manifesta a sua "predisposição para o alcance de uma solução negociada", definindo-a como "um imperativo nacional".

Afonso Dhlakama, que se encontra presumivelmente na serra da Gorongosa, centro de Moçambique, desde o final do ano passado, afirma estar "comprometido com a estabilidade" como condição para o desenvolvimento do país, mas reitera que a via negocial depende da participação da comunidade internacional.

"É nosso desejo e vontade que as questões que nos opõem ao Governo da Frelimo [Frente de Libertação de Moçambique] encontrem solução num diálogo franco e sério, em que o conhecimento, as experiências e contribuições dos nossos parceiros internacionais não sejam ignorados ou inferiorizados", declara o líder da oposição.

Após um encontro com o homólogo moçambicano, a 04 de maio, Marcelo Rebelo de Sousa, disse ter registado as palavras de Filipe Nyusi sobre a paz em Moçambique e considerou que é preciso esperar para saber como e de que forma Portugal poderá ajudar a esse objetivo.

"Não é possível antecipar que tipo de ajuda. Os amigos devem estar sempre disponíveis para ajudar os seus amigos e só as circunstâncias dirão em concreto que tipo de ajuda, em que momento será necessário exercitá-la e qual é a forma de exercitação dessa ajuda", declarou.

Filipe Nyusi considerou, por seu lado, que é preciso dialogar com a Renamo sobre a crise política e militar que abala o país, antes de se falar de mediação internacional.

"Se chegarmos a um momento em que há um litígio, um antagonismo fatal em que as pessoas não se acreditam, então fica necessário dar o passo que está à altura", afirmou.

Dhlakama estava convidado para o banquete oferecido pelo chefe de Estado português na sexta-feira em Maputo, mas a líder parlamentar da Renamo deu conta de que o presidente do seu partido estava impossibilitado de sair do local onde se encontra, mas acolheu positivamente a aproximação de Portugal ao processo de paz.

"Ele [Marcelo Rebelo de Sousa] está muito bem informado sobre o que está a acontecer em Moçambique e penso que, estando muito informado, está em condições de influenciar as partes para que haja uma solução mediada internacionalmente, como é a nossa pretensão, o mais rápido possível", disse Ivone Soares, após um encontro com o chefe Estado português.

Na carta hoje divulgada, Afonso Dhlakama afirma ter "a expectativa, como cidadão moçambicano e líder político", de que a visita de Marcelo Rebelo de Sousa "ajude a encontrar caminhos para a solução de alguns dos problemas que insistem em prevalecer no país".

No extenso documento, o líder da Renamo reitera as acusações dirigidas à Frelimo de praticar fraudes eleitorais, nepotismo, corrupção, apropriação dos recursos do país e ainda acções de repressão contra a oposição, incluindo assassínios políticos.

"Ao perseguir esse caminho, a Frelimo acredita que facilmente eliminará a própria Renamo", afirma.

Dhlakama recusa responsabilidades na actual crise económica que o país atravessa e forte descida do investimento estrangeiro e argumenta que, pelo contrário, a Renamo tem estado a proteger importantes infra-estruturas económicas de interesse não só nacional como regional", dando o exemplo de portos, estradas, gasodutos e a linha eléctrica de Cahora Bassa.

O líder da oposição declina ainda ataques do braço armado do seu partido a alvos civis, nas principais estradas do centro do país, justificando que o Governo usa viaturas não militares para transportar os seus soldados para os confrontos com a Renamo e, "como seria de esperar, esses alvos são afectados".

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  • Felipe
    17 mai, 2016 maputo 13:43
    boa tarde mocambique...mas seraqui o Que xta aconteceu AKI em mocambique o governo da frelimo xta para o povo ou xtao pra sabotar dinheiro de estado? renamo anda matar o povo k nuncam entraram no parlmento, ,governo de mocambique por favour pensam d povo pls pls no momentos das eleicoes lembram do povo
  • Felipe
    17 mai, 2016 maputo 13:39
    boa tarde mocambique...mas seraqui o Que xta aconteceu AKI em mocambique o governo da frelimo xta para o povo ou xtao pra sabotar dinheiro de estado? renamo anda matar o povo k nuncam entraram no parlmento, ,governo de mocambique por favour pensam d povo pls pls no momentos das eleicoes lembram do povo
  • 13 mai, 2016 17:16
    Escreva aqui o seu comentário...e melhor este encontro e dialogo entre os dois presidentes para nos traser paz efectiva no pais.ja xegou a hora de por fim da hostilidade n pais.queres ver um lado que e problema de dividas n pais e tambem atrapasarmos desa para que o pais volta ser novo como eras.parabenizo aos lider da renamo por sua iniciativa e ao presidente da republica mais força juntos construimos o pais ambos sao irmao e todos moçambicano filho de moçambique
  • Vasco
    12 mai, 2016 Santarém 18:06
    Talvez Marcelo possa ser um bom mediador entre as duas partes em conflito para bem do povo moçambicano.

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