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​De Ana Gomes a Vasco Lourenço. Mais de 25 figuras públicas rejeitam “privatização integral” da TAP

23 mai, 2023 - 15:56 • Cristina Nascimento

Petição pretende ajudar a “evitar que os atuais governantes, pressionados e instrumentalizados, cometam mais um erro político”.

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Um grupo de mais de 25 figuras públicas de vários quadrantes da sociedade portuguesa lançou uma petição contra “a privatização integral da TAP” e a favor de o Estado manter o “controlo estratégico” da companhia aérea.

A petição, lançada esta terça-feira, tem o título “Não TAP os Olhos: A TAP não é um 'Ativo Tóxico' - É um Trunfo Económico ao Serviço do País”.

O documento começa por lembrar que, nas últimas semanas, “a gestão da TAP tem sido notícia pelos piores motivos”, tratando-se de uma tentativa “forçar a entrega” da TAP, “por um preço irrisório, a investidores privados”.

Assim, lê-se no documento, os subscritores do manifesto “entendem que é fundamental informar as pessoas da verdadeira situação da empresa”, bem como “evitar que os atuais governantes, pressionados e instrumentalizados, cometam mais um erro político”.

Da lista dos 28 primeiros subscritores constam nomes ligados ao PS, como Ana Gomes ou o antigo ministro da Saúde Correia de Campos; figuras ligadas ao Bloco de Esquerda, como Francisco Louçã, Fernando Rosas ou Daniel Oliveira; o capitão de Abril Vasco Lourenço; ou figuras ligadas à cultura como o cineasta António-Pedro Vasconcelos ou o músico Pedro Abrunhosa, entre outros.

A petição expõe ainda vários argumentos que atestam a importância da empresa para a economia portuguesa, assegurando que a TAP é “hoje uma das empresas portuguesas que mais contribui para o crescimento e a qualidade da economia nacional”.

O texto considera também que “a desastrosa decisão de privatização da TAP, à pressa e sem medir as consequências, pelo governo PSD/CDS, em 2015” levou à “perda de controlo da empresa e a celebração de negócios ruinosos, que a lesaram e aos contribuintes portugueses”.

A petição alude ainda à decisão do governo PS, em 2016, de reverter “parcialmente a privatização não produziu os efeitos desejados”.

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