Tempo
|
A+ / A-

Função Pública ganhou mais 11% de funcionários desde 2015

24 jan, 2023 - 17:18 • Lusa

Deste total fazem parte, por exemplo, mais 12.500 enfermeiros, uma subida de 30% face a 2015, e 6.500 médicos, um aumento de 24% em relação ao mesmo ano.

A+ / A-

O número de trabalhadores na Administração Pública aumentou 11%, desde 2015, para cerca de 75.000, anunciou esta terça-feira, no Parlamento, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

“Os últimos sete anos têm sido marcados por um reforço substancial na Administração Pública em termos de recursos humanos, recuperando um forte corte que colocou em causa a capacidade de resposta dos serviços”, assinalou Mariana Vieira da Silva, que falava na comissão parlamentar de Administração Pública, Ordenamento do Território e Poder Local.

Segundo os dados avançados pela governante, em comparação com 2015, existem agora mais 75.000 trabalhadores na Administração Pública, o que se traduz num aumento de 11% “com foco na melhoria da qualidade dos serviços”.

Deste total fazem parte, por exemplo, mais 12.500 enfermeiros, um ganho de 30% face a 2015, e 6.500 médicos, um aumento de 24%.

Somam-se também 7.300 professores (+5,7%) e 15.500 assistentes operacionais e outros auxiliares (+10%).

“Os últimos 10 meses têm permitido aprofundar este caminho de valorização e capacitação da Administração Pública, através da negociação e do acordo plurianual”, assinalou.

No âmbito deste acordo, assinado com o Sindicato de Quadros Técnicos do Estado (STE) e com a Federação dos Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), Mariana Vieira da Silva destacou um aumento superior a 100 euros na carreira de técnico superior desde janeiro, o que permitirá obter um progresso médio de 5,6% até ao final do ano.

Por outro lado, para os assistentes operacionais foi criada uma diferenciação de dois níveis, onde se inserem, respetivamente, os trabalhadores com 15 ou 30 anos de serviços.

Esta medida beneficia, atualmente, aproximadamente 38.000 assistentes operacionais.

“Temos procurado, ao longo destes anos, melhorar a atratividade das carreiras da Administração Pública […], valorizando, à entrada, os graus [de formação]. Queremos valorizar as carreiras com equilíbrio, garantindo a sustentabilidade deste percurso”, sublinhou.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Americo
    24 jan, 2023 Leiria 19:48
    O meu comentário, cinge-se a uma pequena pergunta: Como é possível, que aumentando o número de funcionários em 11%, prestamos um pior serviço à comunidade ? Vide, SNS.
  • Cidadao
    24 jan, 2023 Lisboa 17:31
    Mera falácia: os Tribunais estão semi-paralisados por falta de juízes e de oficiais de justiça; Hospitais, Centros de Saúde, Clínicas nem é bom falar, entre demora nas consultas até internamentos em mascas nos corredores às vezes mais de 1 semana; Escolas com 60 000 alunos sem professores a mais de 1 disciplina e com um numero de auxiliares não-docentes insuficiente, na maior parte dos casos; Serviços Públicos tudo atrasado por falta de pessoal. Onde estão esses funcionário públicos que entraram? Devem estar "muito bem escondidos" pois o pessoal não dá por eles...

Destaques V+