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António Costa quer Sines como porta de entrada do gás de Moçambique na Europa

02 set, 2022 - 12:38 • Redação

O primeiro-ministro declara ainda que enquanto é construído o gasoduto, Sines poderá funcionar como um porto de transfega do gás natural

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O primeiro-ministro, António Costa, quer que porto de Sines possa ser a porta de entrada do gás vindo de África para a Europa, e acredita que Moçambique é um desses mercados.

"A partir do momento em que esteja desbloqueada a construção da interligação de gás entre Portugal, Espanha, e Espanha e a França, todo o gás natural que possa vir desta região, pode entrar na Europa através do Porto de Sines", declarou numa conferência de imprensa em Maputo.

Mais à frente, acrescentou que Portugal está "a criar as condições para que enquanto é construído este gasoduto, o porto de Sines possa funcionar como um porto de transfega do gás natural".

Ao lado o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, não deu uma resposta clara e direta ao desafio lançado pelo primeiro-ministro português.

“O gás está em Moçambique, explorado com empresas internacionais. Antes de decidirem o que fazer, primeiro, tinham de ter a certeza se o gás era vendível e onde o podem colocar. Neste caso, o gás colocado em Itália, França ou EUA, naturalmente que os mercados já definiram e hão de saber localizar. Por exemplo, a Galp, [que] está dentro do circuito de gás, pode muito bem ser o veículo para infiltrar-se na positiva, para ir ao encontro do gás. Portanto, neste caso, só podemos fazer esse tipo de abordagem com as empresas que exploram o gás”.

As declarações ocorreram depois da assinatura de vários protocolos económicos com Moçambique, onde está em visita oficial e onde participou na cimeira luso-moçambicana.

[Notícia atualizada às 14:27]

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  • Cidadao
    02 set, 2022 Lisboa 17:43
    É uma hipótese, poderá vir a ser, há uma possibilidade, talvez seja ... Que tal deixarem-se de meras hipóteses de retórica circular, e darem passos concretos na direção desse objetivo? Ou estão à espera que a Espanha o faça e nós fiquemos a ver navios, como de costume?

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