Tempo
|
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
Tudo o que precisa de saber sobre o Mundial 2022 Últimas Notícias Mundial 2022
A+ / A-

Marcelo pede às empresas com lucros extraordinários medidas de responsabilidade social

29 jul, 2022 - 14:58 • Lusa

Um eventual imposto não pode ser retroativo e tem de ser justo, defende o Presidente da República.

A+ / A-

O Presidente da República pediu hoje às empresas com lucros extraordinários medidas de maior responsabilidade social, sacrificando a distribuição de dividendos, considerando que um eventual imposto não pode ser retroativo e tem de ser justo.

"As empresas que nesta situação, por razões várias, tenham vindo a ter proventos extraordinários devido a uma situação extraordinária devem ser as primeiras a tomarem a iniciativa de maior responsabilidade social. Têm de investir mais em termos sociais, sacrificando dividendos, a distribuição de lucros, devem tomar essa iniciativa", respondeu aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa quando questionado sobre a sua opinião em relação possibilidade de taxar os lucros extraordinários.

À margem do EurAfrican Forum 2022, que terminou hoje em Carcavelos, distrito de Lisboa, o Presidente da República referiu que a aplicação de impostos para estas situações "é uma matéria que está a ser discutida" noutros países, sendo a dificuldade "encontrar uma solução que não seja retroativa e que seja justa e tivesse uma contrapartida que é preciso estudar".

"Se realmente se aumentam os impostos sobre quem teve lucros extraordinários devido a uma situação extraordinária, talvez se devesse baixar os impostos ou tomar medidas sociais relativamente àqueles setores desfavorecidos que sofrem mais", propôs.

No entanto, para já Marcelo Rebelo de Sousa preferiu focar-se no "apelo àqueles que estão nessa situação para darem o exemplo de responsabilidade social agora mais do que nunca".

Questionado sobre o que deve o Governo fazer caso as empresas não tomem esta iniciativa que pediu, o chefe de Estado escusou-se a adiantar-se "a debates que não foram tidos com o Governo nem no parlamento".

"Fica apenas o apelo, por um lado, e, por outro lado, a ideia de que qualquer medida que seja tomada tem que ser uma medida justa na forma como for tomada e que chegue, nos seus resultados, ao bolso das pessoas senão as pessoas pensarão: aumentam os impostos sobre certas atividades e onde é que está o dinheiro desse aumento em termos de medidas sociais e de consequências naqueles que mais sofrem", insistiu.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • José J C Cruz Pinto
    29 jul, 2022 ILHAVO 19:57
    O nosso Presidente tem razão: em absolutamente tudo, e também na originalidade, somos "os melhores do mundo". E somos seguramente dos poucos países do mundo onde a justiça e a simples decência sociais são deixadas à boa vontade (muito contrariada) das "empresas com lucros extaordinários" (!) ... mas, tanto para estas como para muitas ou quase todas as outras, o simples pagamento dos impostos devidos também às vezes parece ser voluntário e, quando não é, o Estado é sempre um vilão. [Demos novos mundos ao mundo, ensinamos tudo e mais alguma coisa a todos, ... e redefinimos a "justiça social".]

Destaques V+