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​Portugal terá “aplicação parcial” do novo acordo de gás da UE

26 jul, 2022 - 14:03 • Cristina Nascimento com Lusa

“Fracas interligações” colocam o país no conjunto de Estados-membros que terão de fazer cortes mais suaves na poupança do gás. Corte máximo em Portugal pode chegar aos 7%, em vez dos 15% inicialmente previstos.

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O ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, revela que "Portugal vai ter uma aplicação parcial" do novo acordo poupança de gás na União Europeia e não um corte de 15%. O anúncio foi feito em Bruxelas, depois do conselho extraordinário de ministros da Energia da UE.

Portugal foi considerado um país com fracas interligações energéticas ao resto da Europa e, por isso, poderá "ver a sua meta reduzida em oito pontos percentuais", esclareceu o ministro responsável pela pasta da energia.

O novo acordo prevê uma dupla dimensão: na primeira o corte de 15% do consumo de gás é voluntário e na segunda essa poupança é obrigatória, sendo que neste cenário Portugal é abrangido por exceções e terá de cortar um máximo de 7%.

“Este regulamento permitiu, da forma como foi aprovado, compreender as múltiplas realidades europeias, neste sinal fundamental de unidade e de solidariedade que a Europa dá, mostrando uma frente unida contra a chantagem que está a ser desenvolvida pela Rússia”, disse o governante.

Duarte Cordeiro salientou que “há uma redução da meta para os países que têm fracas interconexões e para os países que estão preparados para exportar gás para outros Estados-membros”, sendo que “Portugal encaixa neste considerando”.

O ministro do Ambiente referiu que também há uma compreensão relativamente ao gás que é utilizado como matéria-prima num conjunto de indústrias e setores económicos, o que também protege os setores industriais portugueses.

Por outro lado, também será tido em conta “o volume de gás necessário para a segurança do setor elétrico, em particular quando não há alternativa ao gás para produção de energia elétrica”, ficando assim também salvaguardada aquela que era uma das “principais preocupações” de Portugal, assinalou.

As tensões geopolíticas devido à guerra na Ucrânia têm afetado o mercado energético europeu, já que a UE importa 90% do gás que consome, sendo a Rússia responsável por cerca de 45% dessas importações, em níveis variáveis entre os Estados-membros.

A UE receia que a Rússia interrompa o fornecimento de gás à Europa no outono e inverno.

Em Portugal, em 2021, o gás russo representou menos de 10% do total importado.

Lisboa pede que UE acelere "interconexões" no Sul

Duarte Cordeiro fez saber que também já exortou a Comissão Europeia a avançar "com rapidez" com interconexões no sul da Europa, considerando que Portugal "poderia ter um contributo maior" na redução do consumo de gás se estivesse mais bem ligado aos outros países do espaço comunitário.

“Afirmámos em todas as nossas intervenções que é fundamental a UE colocar o tema das interconexões rapidamente no horizonte de curto prazo porque se Portugal estivesse melhor interligado com o resto da Europa poderia, neste momento, ter um contributo maior naquilo que é a solidariedade que se está a pedir”, afirmou o ministro do Ambiente.

Duarte Cordeiro vincou que “é fundamental a Comissão Europeia perceber, quando discute estes regulamentos, que tem de colocar rapidamente na agenda o reforço das interligações do sul da Europa”.

“É reconhecido por muitos países, nomeadamente pela Alemanha, a necessidade do reforço das interligações e tem de ser feito um trabalho, com alguma rapidez, pela Comissão Europeia”, reforçou.

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  • Cidadao
    27 jul, 2022 Lisboa 08:36
    "... quando não há alternativa ao gás para produção de energia elétrica”. Alternativa há. O governo é que não a quer implementar. Reativem as centrais térmicas a carvão, que foram encerradas prematuramente, só para continuarem a ser "os bons alunos" e que agora obrigam à importação de eletricidade. até porque os números que o ministro apresentou, dos custos de reativação, já foram denunciado como manipulados e incorretos.

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