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"O Governo não pode matar a economia"

Associações de transportes e ACP pedem baixa dos impostos sobre os combustíveis

04 mar, 2022 - 17:00 • Pedro Mesquita com Redação

Oito cêntimos na gasolina e 14 no gasóleo. Os preços voltam a subir na segunda-feira.

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Foto: Joana Gonçalves/RR
Foto: Joana Gonçalves/RR

Várias entidades e associações ligadas ao setor automóvel e dos transportes defendem uma descida dos impostos cobrados sobre os combustíveis, depois de anunciado o maior aumento semanal de sempre no custo da gasolina e do gasóleo.

O presidente do Automóvel Clube de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, defende, em declarações à Renascença, que é preciso salvar a economia e, para isso, só há uma solução: baixar o imposto sobre os combustíveis.

"O Governo não pode matar a economia", diz o presidente do ACP, apelando a "um esforço do Governo para sacrificar um bocadinho a receita dos impostos para poder baixar os preços" junto dos consumidores.

Na mesma linha, pronuncia-se o presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), Pedro Polónio, de modo "a proteger a economia portuguesa".

"Ninguém sabe onde isto vai parar", aponta, mesmo reconhecendo que o setor que representa "tem uma almofada com o gasóleo profissional".

Ainda assim, Polónio defende a descida dos impostos, declarando que "o Governo deve intervir naquilo que depende de si", ou seja, descendo a carga fiscal sobre os combustíveis.

O presdiente da Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP), Luís Cabaço Martins, apela à atribuição do chamado gasóleo profissional também para as empresas de passageiros porque "há empresas em risco de parar ou de, pelo menos, reduzir a oferta".

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