Tempo
|
A+ / A-

Web Summit

​“Facebook, Youtube, Tik Tok são tudo plataformas inseguras”

03 nov, 2021 - 11:26 • Cristina Nascimento

Especialista de investimento em empresas tecnológicas foi conselheiro de Mark Zuckerberg durante anos. Considera que o setor das tecnológicas “precisa desesperadamente de regulação”.

A+ / A-

“Facebook, Youtube, Tik Tok são tudo plataformas inseguras”. A opinião é de Roger McNamee, especialista de investimento em empresas tecnológicas que esta quarta-feira de manhã subiu ao palco da Web Summit.

Roger McNamee revelou que “tira o chapéu” a Frances Haugen, denunciante sobre más práticas no Facebook, uma das principais oradoras na cerimónia de abertura da edição deste ano da Web Summit.

Questionado sobre se tanta polémica em torno do Facebook vai afetar o negócio, Roger McNamee não se mostrou muito convencido que vá efetivamente prejudicar, lamentando que tal possa não acontecer. “Se o negócio do Facebook não for afetado, a democracia e a nossa capacidade de fazer as nossas escolhas pode nunca recuperar”.

Roger McNamee revelou ainda que deixou de ser conselheiro do fundador do Facebook quando ele estabeleceu como meta chegar a mil milhões de pessoas no mundo. McNamee diz que lhe explicou que isso significaria alcançar “uma em cada sete pessoas no mundo, vais ser obrigado a fazer negócios com ditadores ou parceiros com quem não devias querer estar envolvido”.

Este especialista considera ainda que o setor das tecnológicas precisa urgentemente de regulamentação, como existe para outros setores. “Deviam ser definidas um conjunto de regras que todas as empresas do setor teriam de cumprir”, diz, dando prioridade à segurança e privacidade.

McNamee falou “capitalismo de vigilância”, referindo-se à prática de reunir dados das pessoas e dos consumidores, uma prática que considerou ser tão pouco ética como a escravatura infantil e que devia ser banida.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+