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Governo marcou negociação suplementar na função pública para quarta-feira

14 out, 2021 - 14:00 • Lusa

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública apresentou às três estruturas sindicais do setor com poder de negociação uma atualização salarial de 0,9% para o próximo ano, em linha com a inflação prevista, que foi considerada insuficiente por todas.

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O Governo convocou os sindicatos da função pública para uma reunião de negociação suplementar na quarta-feira, correspondendo ao pedido dos representantes dos trabalhadores, que não ficaram satisfeitos com os aumentos de 0,9% para 2022.

Na segunda e última reunião negocial, na semana passada, a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública apresentou às três estruturas sindicais do setor com poder de negociação uma atualização salarial de 0,9% para o próximo ano, em linha com a inflação prevista, que foi considerada insuficiente por todas.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (FCSAP), a Federação dos Sindicatos da Administração Pública e a Frente Sindical optaram por pedir a negociação suplementar, prevista na lei, com o objetivo de tentar melhorar a proposta do Governo, que nem prevê aumento do subsídio de refeição, que é de 4,77 euros.

Segundo o coordenador da FCSAP, Sebastião Santana, a convocatória para reunião da próxima semana não veio acompanhada de qualquer nova proposta.

A Frente Sindical, liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), reivindica aumentos de 3% para o próximo ano, a Federação Sindical dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) exige uma atualização de 2,5% e a Frente Comum 90 euros para todos os trabalhadores.

O relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) entregue na segunda-feira pelo Governo no parlamento confirma os aumentos salariais de 0,9% para a generalidade dos funcionários públicos no próximo ano.

Segundo um documento com as prioridades da proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), o salário base dos técnicos superiores da administração pública, que é de 1.205 euros, vai aumentar em 50 euros até 2023, mas a negociação desta matéria está prevista para o início do próximo ano.

Em 2021 houve aumentos de 20 euros para a remuneração base da função pública, para os 665 euros, para ficar igual ao salário mínimo nacional, e em 10 euros para os salários que se situavam entre os 665 e os 791,91 euros.

Nos últimos 12 anos apenas em 2020 houve aumentos para todos os trabalhadores da administração pública, de 0,3%, em linha com a inflação.

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  • Cidadao
    14 out, 2021 Lisboa 16:12
    Uma maneira de arrastar o problema sem resolver nada. Privados descontentes, públicos descontentes, classe média descontente, profissionais descontentes ... Se estão todos descontentes, porque não há mudanças ou manifestações nas ruas? Para haver mudanças tinha de haver uma oposição credivel e com alternativas credíveis. E não há. E manifestações não há, porque o pessoal ou desmotivou ou o partido especialista em fazê-las, está a comer à mesa do governo.

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