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BCE prevê manutenção da escassez de semicondutores

24 jun, 2021 - 18:27 • Sandra Afonso

No boletim económico publicado esta quinta-feira, os economistas do BCE defendem que "a complexidade e o tempo necessários para construir novas fábricas é tal que o vento contra a indústria persistirá ao longo de todo o ano".

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Mesmo com os principais fabricantes disponíveis para aumentarem a capacidade de produção e as despesas de capital, em quase 74% até ao final do ano, o Banco Central Europeu (BCE) diz que a falta de semicondutores não vai terminar no imediato.

No boletim económico publicado esta quinta-feira, os economistas do BCE defendem que "a complexidade e o tempo necessários para construir novas fábricas é tal que o vento contra a indústria persistirá ao longo de todo o ano".

Desde o segundo trimestre de 2020, pouco depois do início da pandemia, que as vendas de semicondutores para a indústria automóvel entraram em colapso a nível mundial. Esta quebra acabou por ser compensada com o aumento das vendas de computadores e outros equipamentos eletrónicos, uma consequência do teletrabalho. Com a recuperação, a produção instalada de semicondutores deixou de ser suficiente para satisfazer o aumento da procura da indústria automóvel.

A tudo isto, soma-se ainda a perda de grandes fábricas, afetadas entretanto por acontecimentos adversos, como incêndios e secas, especialmente em empresas na Alemanha.

Segundo um inquérito da Comissão Europeia, cerca de 23% das empresas industriais da zona euro apontam a falta de material ou equipamento como a principal limitação da produção.

A indústria automóvel é a mais atingida, mas os efeitos são também visíveis na indústria informática e de equipamentos eletrónicos. A produção automóvel mundial diminuiu 11,3% (1,3 milhões de veículos) no primeiro trimestre, face a igual período de 2020. Na zona euro esteve em queda durante quatro meses consecutivos até março de 2021 e ficou 18,2% abaixo do nível registado em novembro de 2020.

O efeito nos preços

O BCE aponta para a recuperação gradual da oferta de semicondutores no segundo semestre do ano.

Para já, são "muitos limitadas" as provas dos efeitos desta escassez nos preços e surgem sobretudo nos automóveis, onde o preço final de venda subiu. Já nos computadores, até se observa uma descida. Mas este impacto no custo final dos produtos pode chegar com atraso.

Os economistas do BCE alertam para a possibilidade da escassez dos semicondutores se arrastar, o que pode aumentar os preços. As empresas também podem tentar passar os custos para o consumidor final, porque neste momento não estão a explorar toda a capacidade de produção.

Mas podem aumentar se a escassez de bens aumentar os preços a diferentes níveis da cadeia de abastecimento ou se as empresas tentarem passar os custos crescentes devido à baixa utilização da capacidade de produção.

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