Tempo
|
Autárquicas 2021
35,49%
139Câmaras
13,89%
69Câmaras
11,46%
29Câmaras
7,91%
18Câmaras
5,7%
18Câmaras
4,1%
0Câmaras
2,55%
0Câmaras
1,55%
5Câmaras
1,14%
0Câmaras
12,04%
10Câmaras
  • Freguesias apuradas: 3048 de 3092
  • Abstenção: 45,92%
  • Votos Nulos: 1,60%
  • Votos em Branco: 2,53%

A+ / A-

Ministro garante. “Não temos nenhuma intenção de encerrar a Groundforce”

18 mai, 2021 - 11:27 • Redação

Pedro Nuno Santos diz que o objetivo é encontrar uma solução que proteja credores, trabalhadores e a continuidade do serviço. Quanto à hipótese de nacionalização considera que “não resolvia o problema”.

A+ / A-

A nacionalização ou encerramento não são objetivos do Governo, garantiu o ministro Pedro Nuno Santos. Quer sim encontrar uma solução definitiva para os problemas financeiros da Groundforce.

“O Governo quer encontrar uma solução estrutural e definitiva que proteja os credores (TAP) , os trabalhadores e a continuidade do serviço”, afiançou o ministro das Infraestruturas e da Habitação que está no Parlamento, esta terça-feira, para responder às questões dos deputados sobre o pedido de insolvência feito pela TAP.

No entanto, lembrou que o pedido de insolvência não tem de ser sinónimo de falência e fecho. “O que queremos é encontrar um contexto que permita à TAP propor uma solução definitiva para a Groundforce.”

Em relação à possibilidade de nacionalização, disse que “não resolvia o problema” da empresa, mas apenas do acionista privado, Alfredo Casimiro, que detém 50,1% do capital através da Pasogal. “Era mesmo a solução que Alfredo Casimiro queria, permitia vitimizar-se e pedir uma indemnização ao Estado português que entendemos que ele não tem direito. Essa solução está excluída.”

O ministro Pedro Nuno Santos sublinhou que esta é uma situação muito complexa. “A Groundforce não conseguiu o apoio que, segundo a sua gestão lhe permitiria funcionar sem problemas, nem conseguiu que nenhum banco nacional lhe fizesse um empréstimo”, acrescentando que a TAP tentou ajudar, desde setembro do ano passado, mas que face à situação o pedido de insolvência da Groundforce era o “único caminho que permitia por um basta à situação onde hoje nos encontramos”.

Pedido de insolvência pode levar a rutura operacional da empresa

A Groundforce considera que o pedido de insolvência apresentado pela TAP deixa a empresa em "total estrangulamento" e pode conduzir à sua rutura operacional, deitando por terra os esforços que têm sido feitos para a salvar.

"Com o pedido de insolvência, caem por terra todos os esforços que temos feito para salvar a empresa. [...] No preciso momento de retoma da atividade, pode conduzir à rutura operacional da empresa, ao afetar drasticamente a relação com os seus clientes, mas, sobretudo, com os seus fornecedores, que, perante essa decisão, ponderam suspender os fornecimentos, caso não haja pagamentos antecipados ou a pronto", afirmou o presidente de Conselho de Administração (CA) da SPdH/Groundforce, Alfredo Casimiro, em comunicado.

A TAP requereu, em 10 de maio, na "qualidade de credora", a insolvência da Groundforce "junto dos Juízos de Comércio de Lisboa do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa", justificando que o objetivo da ação passa por, "se tal for viável", salvaguardar "a viabilidade e a sustentabilidade da mesma, assegurando a sua atividade operacional nos aeroportos portugueses".

A Groundforce considerou que um processo de insolvência não só "não deixa tudo na mesma", como deixa a Groundforce numa situação de "total estrangulamento", tendo, por isso, escrito ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, no sentido de o sensibilizar "para o facto de esta decisão contribuir em muito para o agravamento da situação da empresa".

O acionista maioritário da empresa de 'handling' (assistência em aeroportos) avisou que a rutura operacional poderá comprometer o pagamento dos salários de maio aos trabalhadores, até agora salvaguardado, "dificultar a operação de venda que se encontra em curso com diversos 'players' internacionais do setor", bloquear o "acesso ao financiamento de curto prazo junto da banca, com especial ênfase para a Caixa Geral de Depósitos", bem como prejudicar a TAP, "que, sendo simultaneamente acionista e credora, será a última entidade a receber o que lhe é devido após a insolvência".

Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+