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Portugal, um país de serviços: 7 em cada 10 empregos são no terceiro setor

10 ago, 2018 - 14:48 • João Carlos Malta

Dados do Eurostat mostram que, no ano passado, em Portugal, em cada dez trabalhadores, um trabalha na agricultura, dois na indústria e sete nos serviços.

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A vasta maioria dos portugueses trabalha em serviços. A tendência não é nova, mas tem crescido sem parar, desde 2000 até o ano passado, altura em 67,6% da população ativa estava a trabalhar no terceiro setor.

Ainda assim, o valor fica abaixo dos 73,9% da média dos países da União Europeia: três em cada quatro pessoas trabalha nos serviços.

Em Portugal, a predominância do terceiro setor na composição do mercado de trabalho não tem parado de aumentar. Em 2000, era “apenas” pouco mais de metade da população, 54,2%. Em menos de 20 anos, o número aumentou 23 pontos percentuais.

Na indústria, Portugal tem 23% da população, acima dos 21,6% da UE.

Na agricultura, a diferença é maior entre o nosso país e a média comunitária, a favor de Portugal com 9,4%, bem acima dos 4,5% do resto da União Europeia.

Segundo o Eurostat, a mudança na Europa para um continente de serviços já se tinha começado a verificar na segunda metade do séc. XX.

Entre 2000 e 2017, a percentagem de população europeia empregada nos serviços aumentou, ao mesmo tempo que decresceu o número de pessoas que tem ocupação no campo e nas fábricas.

Na EU, o país com mais pessoas na agricultura é a Roménia (24%), seguida da Bulgária e da Grécia. O Luxemburgo é o país com menos pessoas no campo, não chega a 1% (0,9%).

O país com mais pessoas na indústria é a República Checa.

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