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Caixa leva Joe Berardo a tribunal para tentar recuperar milhões

08 set, 2016 - 16:30

Em causa estão 2,9 milhões de euros utilizados para comprar acções do BCP.

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) colocou o empresário Joe Berardo em tribunal para tentar reaver 2,9 milhões de euros, avança o “Diário de Notícias da Madeira”.

O objectivo do banco estatal é recuperar parte da verba emprestada ao comendador para aquisição de acções do BCP.

A acção judicial deu entrada a 30 de Agosto, na Comarca de Lisboa.

Joe Berardo financiou-se junto da CGD, em 2007, para comprar acções do BCP, dando como garantia as próprias acções. Os títulos caíram a pique desde então e, actualmente, valem cerca de dois cêntimos.

A notícia é conhecida semanas depois de a Comissão Europeia ter aprovado o plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, que pode ascender a cinco mil milhões de euros.

O Estado foi autorizado a injectar 2,7 mil milhões directamente. A restante verba será conseguida através da transferência de acções da ParCaixa e dos instrumentos de capital contingentes. A CGD foi também autorizada a emitir divida no valor de mil milhões de euros.

Comentários
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  • paulo
    11 set, 2016 vfx 13:58
    Tanta "gente"com responsabilidades e nada acontece........que vergonha de país,só o zé contribuinte é que é sempre julgado se dever 1 euro ao estado.
  • joao
    08 set, 2016 Lisboa 19:14
    Continua a tremenda impunidade e fartar vilanagem da cambada politiqueira e desgovernante! São extremamente perigosos, dão-lhes o voto e depois fazem impunemente o que querem, aprovam as maiores barbaridades à revelia sem consultar quem votou neles! Torram biliões de qualquer maneira! Agora mais uma! O tal desgoverno, mais um aprovou hoje de forma subreptícia a lei Inconstitucional que obriga os bancos a comunicarem à tal "Autoridade Tributária" os dados de todas as pessoas/famílias que ao todo tenham mais de 50 mil euros no banco para depois o fisco de forma abusiva e inaceitável exigir todos os comprovativos desse valor, caso o cidadão ou família não apresente todos os talões o dinheiro/a conta é confiscado e aplicada uma "coima" de 60% sobre o valor, ou seja, sacam 60% da poupança! Que estado de direito e democracia é essa?! É uma tremenda golpada que vem a caminho, para obterem muito dinheiro para pagar ordenados milionários aos boys, para os grandes negócios ruinosos, para a inútil RTP, parcerias sinistras, subvenções vitalícias para os politiqueiros, etc, etc.! Isso o tal "Fisco" não vê e nada faz! Está na hora de começar a tirar o dinheiro da Caixa Geral e bancos! Uma grande parte das pessoas deve fazer isso se não vão ser altamente prejudicadas! É o resultados de desgovernantes medíocres que vão arrasar as famílias, a banca e economia, depois vêm falar que é preciso recapitalizar!
  • PACOVIO
    08 set, 2016 REPUBLICA DAS BANANAS 19:14
    ............então a garantia eram as próprias acções !!!!!!!!!!!!! e não há negócios desses para mim? que grande risco corria o Joe, e quem foi o artista da CGD que aceitou as acções como garantia? porca miséria.
  • silvestre
    08 set, 2016 setubal 19:11
    Então não vão recuperar, mas têm é de esperar sentados. Este rapazinho sabe muito. A propósito sabem porque é que o "comendador" anda sempre vestido da mesma maneira e de preto? É porque dorme vestido!
  • Eugénio
    08 set, 2016 Peniche 19:10
    Aceitar as acções como garantia era complicada logo no início dado poderem desvalorizar e desvalorizaram de que maneira.! Mas logo que começaram a desvalorizar deviam ter tomado medidas que não tomaram se é que no início foram exigidas outras garantias. Se for o caso os gestores de topo que deram esse crédito devem ser responsabilizados. É que estamos fartos de forma indirecta pagar os créditos de quem ficou desempregado, destes capitalistas sem capital.... já para não falar das vigarice. ...
  • André
    08 set, 2016 Lisboa 19:05
    Podiam era explicar porque é que a direcção da Caixa e a ministra das Finanças em 2014 recusaram avançar com o processo para Tribunal, depois de uma reunião com o comendador. É que ele entregou as acções que valem menos de 24000 euros à cotação actual, deixando o resto como incobrável. E a CGD, sobre ordem do governo, aceitou essa situação. O que é estranho, pois a mesma direcção avançou com um processo contra o presidente da Câmara de Braga por uma situação idêntica mas, por um valor de 85000 euros.
  • Manuel Alves
    08 set, 2016 Lisboa 18:44
    Só o estatuto de "vaca sagrada do regime" desta terceira república falida, protegeu a Caixa de ser objeto de uma sindicância para apuramento de responsabilidades, neste caso e muitos outros amplamente divulgados pela comunicação social. A Caixa vai obrigar o país a endividar-se ainda mais, para manter o banco público à tona da água e para daqui a 6 ou 7 anos voltar a pedir mais dinheiro!!! Isto é miserável !!!!!
  • Zé Povinho
    08 set, 2016 Lisboa 18:20
    E o que andaram a fazer estes anos todos os vários administradores da CGD ??? APENAS A GANHAR CHORUDOS ORDENADOS. Essa gente devia ser processada por INCOMPETÊNCIA E NEGLIGÊNCIA !!!
  • Manel das Coves
    08 set, 2016 Alverca 18:02
    Vê se logo que são negócios de vigaristas, como pode um gestor de um banco aprovar um financiamento com este risco ? Afinal qual é a responsabilidade dos gestores da CGD ? também estes deviam ir a tribunal por gestão danosa, e quem sabe se não terá havido corrupção ?
  • António Ferreira
    08 set, 2016 Faro 17:49
    A medida peca por tardia.

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