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Banif cai a pique na bolsa de Lisboa

14 dez, 2015 - 11:33

Banco pode ser dividido em “bom” e “mau”. O Governo está a acompanhar a situação, visando garantir "a confiança no sistema financeiro, a plena protecção dos depositantes".

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O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava esta segunda-feira em alta ligeira, mas com o Banif a liderar as perdas. Na abertura da sessão, as acções do banco caíram 57% para 0,0006 euros por acção, um mínimo histórico.

Cerca das 9h25 em Lisboa, o PSI20, que inclui 18 empresas, estava a avançar 0,21% para 5.096,81 pontos, com 12 “papéis” a valorizarem-se, cinco a caírem e um estável.

O Banif disse esta segunda-feira que qualquer cenário de resolução (uma divisão entre banco "bom" e banco "mau", à semelhança do que aconteceu no BES) ou imposição de uma medida administrativa não tem "sentido ou fundamento", após a divulgação de notícias que dão conta de que o Estado se prepara para intervir no banco.

"Em linha com a comunicação que efectuou ao mercado em 11 de Dezembro, o Conselho de Administração reafirma que se encontra actualmente em curso, em articulação com as autoridades responsáveis, um processo aberto e competitivo de venda da posição do Estado português no Banif, no qual se encontram envolvidos diversos investidores internacionais, pelo que qualquer cenário de resolução ou imposição de uma medida administrativa não tem qualquer sentido ou fundamento", refere o Banif.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o banco liderado por Jorge Tomé afirma ainda, sobre notícias divulgadas pela TVI24, que "não deixará de apurar em sede judicial toda a responsabilidade dos autores de tais 'notícias' e dos que contribuíram para a sua propagação, na defesa dos melhores interesses dos seus clientes, colaboradores e accionistas".

No domingo à noite, a TVI24 e o jornal “Público” davam conta de que o Estado estuda a aplicação de uma medida de resolução na instituição financeira.

Na Europa, as principais bolsas estavam esta segunda-feira de manhã em alta, com os preços do petróleo abaixo dos 38 dólares, em mínimos desde a crise de 2008.

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