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Selecção nacional

Carlos Godinho: "O golo foi a imagem mais poderosa do Euro"

10 jul, 2017 - 12:45

O "team manager" da selecção portuguesa que venceu o Euro 2016, em França, recorda a conquista alcançada há um ano e a sua viagem desde a final perdida em 2004 até à glória em Paris.

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O golo de Éder na final de Paris, diante da França, a 10 de Julho de 2016, que faz esta segunda-feira um ano, "é a imagem mais poderosa" que ficou da inédita conquista da selecção das "quinas", numa fase final de uma grande competição, neste caso do Campeonato da Europa de futebol.

Carlos Godinho, "team manager" da equipa nacional, confessa em conversa com Bola Branca que acordou, esta segunda-feira, com outra "alegria" pelas memórias de uma "fantástica noite" e ainda de "um dia seguinte" que "jamais se esquecerá".

O dirigente, convidado a revelar a imagem que ficou gravada na sua memória há um ano atrás, dispara com entusiasmo que "foi o golo", o golo que Éder apontou já no prolongamento, aos 109 minutos, e que deu a Portugal o título de campeão europeu de selecções.

"Foi com o golo que eu senti que ia acontecer. Era um jogo extremamente difícil, nós estávamos a jogar em casa do adversário, num ambiente muito hostil, apesar de estarem lá muitos portugueses e sentirmos que havia milhões a puxar por nós e a apoiar-nos", recorda.

"Eu senti naquele momento, quando foi o golo, que ia ser aquele dia, ia ser aquela noite que iria ser a diferença em relação ao passado. E a diferença para o passado foi porque ganhámos", afirma Godinho, com o entusiasmo de quem um ano depois ainda vive com muita emoção a experiência de ter conquistado um troféu que escapara em 2004.

A realidade é que, no ano em que o Europeu de futebol se jogou em Portugal, com a selecção das "quinas" a perder a final para a Grécia, no Estádio da Luz, já Carlos Godinho era elemento imprescindível na selecção. Ele e um grupo de perto de nove pessoas, entre jogadores e elementos do "staff", viveram estes últimos 12 anos com a angústia dessa derrota, finalmente "vingada".

"Nós tínhamos estado presentes no momento mais difícil da selecção nacional, apesar de termos estado na final, de a termos disputado, e que perdemos em casa da forma que todos sabemos para a Grécia. Isso andou dentro de nós durante aqueles 12 anos", lembra.

Todavia, passado todo este tempo, Portugal acabou por viver com sucesso uma experiência que havia sido traumatizante, em 2004.

"Foi qualquer coisa de extraordinário. Até porque foi vivido sempre de uma forma muito difícil desde o primeiro ao último jogo, com uma sucessão de incidentes, que nos levaram a sentir aquele momento, aquele golo, aquele último apito do árbitro, como uma coisa extraordinária e que todos nós nunca mais esqueceremos", explica o dirigente federativo.

Depois de destacar a principal imagem do Euro, o "homem sombra" e de grande importância na selecção das quinas, diz a Bola Branca que "Fernando Santos e os jogadores" foram os principais obreiros da conquista lusa, mas não só.

"Há muito mais gente que esteve associada a este título, de quem pouco se falará, mas foi gente que desde o início da campanha deu o seu melhor para que isto pudesse acontecer", acrescenta.

O momento único alcançado pela equipa portuguesa surge porque foram criadas "condições objectivas e subjectivas" e a grande diferença para outras gerações que estiveram perto do triunfo, foi "ganhar". Ou seja, "ganhar foi a diferença" para todas as outras equipas nacionais que estiveram perto de conquistar algo de quinas ao peito.

Carlos Godinho aponta o crescimento que a selecção A (e outras) tem tido e que culminou com a conquista o ano passado do título europeu. Facto que leva agora a que os adversários encarem Portugal "como uma equipa vencedora", o que leva a que os jogos sejam "mais difíceis", pelo que as coisas "nunca mais" voltarão a ser as mesmas.

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