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​Domingo trágico. Seis mortos e pelo menos 25 feridos nos fogos de Outono

16 out, 2017 - 07:01

A Protecção Civil já considerou o dia 15 de Outubro como o "o pior dia do ano em matéria de incêndios".
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Vídeo mostra condutor em pânico a fugir às chamas na A17
Vídeo mostra condutor em pânico a fugir às chamas na A17

A Autoridade Nacional de Protecção Civil registou desde domingo a ocorrência de seis mortos na sequência dos incêndios florestais. A informação foi avançada pela adjunta nacional de operações Patrícia Gaspar.

Duas pessoas morreram em Penacova (distrito de Coimbra), uma na Sertã (distrito de Castelo Branco) e duas em Oliveira do Hospital (uma das quais foi atropelada). Uma sexta vítima mortal foi registada em Nelas (Viseu), tratando-se de uma pessoa que estava dada como desaparecida.

Em Nelas, uma outra pessoa continua desaparecida.

Os incêndios causaram também desde domingo pelo menos 25 feridos, seis dos quais graves, e, destes, quatro estão relacionados com um acidente na autoestrada A25, quando as pessoas tentavam fugir às chamas.

Patrícia Gaspar salientou que os incêndios que mais preocupação estão a causar às autoridades são os que estão em curso e a ameaçar habitações nos distritos de Aveiro, Coimbra, Aveiro, Castelo Branco e Viana do Castelo.

Durante o dia de domingo foram registados 443 incêndios, sendo que os distritos mais afectados foram Aveiro (com 56 fogos), Braga (com 38), Coimbra (com 25), Porto (com 120 incêndios) e Viseu (com 36). A Protecção Civil já considerou o dia 15 de Outubro como o "o pior dia do ano em matéria de incêndios".

O "pior dia do ano" em incêndios visto pelas redes sociais
O "pior dia do ano" em incêndios visto pelas redes sociais

Mapa de incêndios

Às 6h30, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) dava conta de 68 incêndios em curso, 16 em resolução e 45 em fase de conclusão.

Entre aqueles que a ANPC classifica como "ocorrências importantes", estavam 26 grandes incêndios activos nos distritos de Coimbra, Guarda, Castelo Branco, Aveiro, Leiria, Lisboa, Viseu, Vila Real e Santarém.

A esta hora, os incêndios que mais meios mobilizavam era o de Vilarinho e Lousã, no distrito de Coimbra, com 664 operacionais, com o apoio de 192 veículos, seguido do fogo em Pataias e Martingança, no concelho de Alcobaça, distrito de Leiria, com 348 operacionais, com o apoio de 103 veículos.

Na Guarda, o que mais meios mobilizava era o incêndio do Sabugueiro, no concelho de Seia, que estava a ser combatido por 304 operacionais, com o apoio de 92 veículos.

No distrito de Aveiro, a ANPC dá conta do incêndio em Vale de Cambra que está a ser combatido por 286 operacionais, com o apoio de 89 veículos.

Alerta vermelho apesar da chuva

Trinta concelhos dos distritos de Faro, Portalegre, Santarém, Castelo Branco, Guarda, Coimbra e Bragança, alguns destes fortemente afectados por fogos, estão esta segunda-feira em risco 'máximo' de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o Instituto, em risco 'máximo de incêndio estão os concelhos de Monchique, Silves, Tavira e Alcoutim (Faro), Marvão, Nisa e Gavião (Portalegre), Vila Velha de Ródão, Penamacor e Vila de Rei (Castelo Branco), Mação (Santarém), Miranda do Corvo, Lousã, Penacova e Vila Nova de Poiares (Coimbra).

Em risco 'máximo' de incêndio estão também os concelhos de Sabugal, Guarda, Manteigas, Seia, Gouveia, Fornos de Algodres, Celorico da Beira, Trancoso, Pinhel e Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda), Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé, Mogadouro e Vimioso (Bragança).

O IPMA colocou ainda em risco 'muito elevado' e 'elevado' de incêndio vários concelhos de todos os distritos de Portugal continental, com exceção de Viana do Castelo e Braga.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre o 'reduzido' e o 'máximo'.

Segundo a Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC), o alerta vermelho vai manter-se até às 20h00 desta segunda-feira, apesar das previsões de chuva.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil activou uma linha telefónica de emergência para responder aos pedidos de informação das populações não directamente relacionados com as operações de protecção e socorro de combate às chamas. O número é o 800246246.

Veja aqui os locais para apoio social às populações afectadas

Comentários
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  • 16 out, 2017 Lisboa 07:54
    O país está em chamas, fome, miséria, montes de problemas por resolver e os esquerdopatas muitíssimo bem pagos com os nossos impostos preocupados a fazer leis para: cães, legalizar criminosos, rabicholas, pretos, refugiados, fufas e outras banalidades, Ministério da justiça?? Existe? Leis para punir severamente criminosos incendiários? Povo que continue a dar beijos e abraços a esta politicada que é só corrupção por todo o lado, cada cavadela uma minhoca, o próprio estado já começa a estar em causa.