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Há um banco em Lisboa que guarda milhares de amostras de sangue, ossos e tumores

04 out, 2017 - 09:43

Chama-se biobanco e foi criado há seis anos em Lisboa. A missão? Facilitar o trabalho dos cientistas em trabalhos de investigação.

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Sangue, osso, saliva e tumores estão reunidos em milhares de amostras guardadas no biobanco do Instituto de Medicina Molecular (iMM) de Lisboa, para o qual as pessoas são convidadas a doar mais sangue numa campanha no fim do mês.

Trata-se de uma estrutura que, ao recolher e guardar essas amostras, pretende facilitar o trabalho dos cientistas com "interesse por investigação biomédica", possibilitando-lhes ter acesso "a uma quantidade de amostras que lhes permita fazer comparações para estudos mais completos", explicou à agência Lusa um dos co-diretores, Sérgio Dias.

O biobanco reúne não só amostras biológicas - como sangue, osso, saliva, soro, urina, ADN, líquido de cartilagens e tecidos tumorais - de pessoas saudáveis, mas também de doentes. E nas doenças, as mais variadas, incluem-se cancros, doenças reumatológicas e doenças neurológicas, como demências, Parkinson e Alzheimer.

Ao todo, enumerou Sérgio Dias, são mais de 160 mil amostras doadas por mais de 15 mil pessoas ao longo de seis anos.

O número deve crescer em 30 e 31 de Outubro, dias para os quais o Fundo iMM-Laço convida as pessoas, doentes ou não, a doarem no Instituto de Medicina Molecular uma pequena amostra de sangue para efeitos de investigação do cancro da mama, fim para o qual o fundo foi criado em 2015.

Há campanhas para recolha

Sérgio Dias explicou que o iMM promove regularmente campanhas de recolha de amostras de sangue em empresas, associações e mesmo na Faculdade de Medicina de Lisboa, à qual o instituto está agregado, para ter "controlos saudáveis" de amostras biológicas.

No caso de doentes, as amostras são recolhidas sobretudo em hospitais, por proposta de um médico, que depois é apreciada por uma comissão ética.

As colecções de material biológico são codificadas com um número distinto, para salvaguardar a identidade do seu dador, e arrumadas em caixas conservadas em arcas congeladoras ou em contentores com azoto líquido, respetivamente a -80ºC e a -196ºC.

A localização das amostras é determinada por um 'software' específico, que regista igualmente a sua informação clínica, e ao qual apenas técnicos do biobanco têm acesso.

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