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Protecção Civil. Auditoria conclui que dirigentes têm licenciatura

26 set, 2017 - 11:35

Polémica das habilitações foi suscitada pela denúncia de que o comandante nacional operacional da ANPC, Rui Esteves, que entretanto se demitiu, obteve licenciatura com equivalências.
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A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) concluiu que todos os dirigentes e elementos da estrutura operacional têm documento comprovativo de licenciatura, numa auditoria pedida pelo secretário de Estado da Administração Interna e divulgada esta terça-feira.

"Todos os dirigentes e elementos da estrutura operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil possuem documento comprovativo de detenção de licenciatura", indicou à agência Lusa o Ministério da Administração Interna (MAI), dando conhecimento da conclusão da ANPC.

Na passada quarta-feira, o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, determinou, à ANPC, através da Direcção Nacional de Auditoria e Fiscalização, "a verificação do cumprimento de habilitação com grau de licenciatura por parte de todos os dirigentes e de todos os elementos da estrutura operacional a desempenhar funções" na Protecção Civil.

A questão das habilitações na Protecção Civil foi suscitada pela denúncia de que o comandante nacional operacional da ANPC, Rui Esteves, que entretanto se demitiu, obteve a sua licenciatura com 32 equivalências num total de 36 unidades curriculares.

A mesma situação foi levantada para outros dois comandantes operacionais em relação às suas licenciaturas em Protecção Civil, que, à semelhança de Rui Esteves, foram obtidas na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

A nota sobre a auditoria enviada pelo MAI é omissa em relação à questão das equivalências.

Comentários
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  • maria
    26 set, 2017 Idanha-a-Nova 16:29
    já agora, para quem não sabe: - "Doutor honoris causa" significa que o grau de “doutor” foi atribuído “a título de honra” e não por prestação de uma prova académica (tese de doutoramento). Ora, se pelos nossos mui dignos avaliadores dos actos nobres, “ apagar fogos, salvar pessoas e bens com o risco da própria vida”, fosse considerado um acto nobre, aos bombeiros e seus comandantes, seria atribuído, não uma “mera licenciatura” mas um honroso título de "Doutor honoris causa"… E quantos destes Doutores a fingir nós já vimos sentados na cátedra de uma universidade, sem antes se terem sentado no banco do aluno !?.... Mas não, apagar fogos não é um acto nobre e por isso, há que regatear licenciaturas.... Sim porque é o canudo não o homem, que arrisca desaparecer nas chamas de um incêndio.. Não, o bombeiro, isto é o homem que coloca a vida em risco, não merece ter sequer uma Licenciatura concluída com equivalência de cadeiras nos termos da lei em vigor e mais que aprendidas na experiência e no terreno ... quanto mais uma “licenciatura honoris causa"... O que estes HERÓIS com letra grande merecem do nossos poder político e dos seguidores clubistas, não é mais que o enxovalho na praça pública, que é a "cátedra" de gente pobre e humilde
  • António Manuel Amaro
    26 set, 2017 São Marcos 14:48
    o problema nunca foi a existência ou não do grau académico. Já toda a gente concluiu que têm um documento ou papel comprovativo do grau. O problema é como foi obtido! E com 32 equivalências num total de 36 unidades curriculares, nas quais se incluem matemática, estatística, economia, direito, física, química, inglês, é fácil tirar licenciaturas... é só dotados. O expoente máximo do culambismo e da cultura da cunha...
  • Estevão
    26 set, 2017 Retaxo 13:14
    Eu julgo que o problema não é (ou não devia ser a licenciatura) da licenciatura, mas sim do tipo de licenciatura. Quem ocupa determinado cargo deve estar obrigatoriamente vocacionado para a função!
  • António Parente
    26 set, 2017 Portela 12:36
    Ninguém duvida da existência das licenciaturas, o documento é omisso é na forma como ela foi obtido, lembram-se da prova de inglês técnico do Sócrates, ao Domingo?!
  • ART
    26 set, 2017 Santarém 12:27
    O problema não é saber se têm ou não o comprovativo de licenciatura. Isso já nós sabemos que Estão na possa dum certificado de habilitações ou diploma a atestar a suposta licenciatura. O problema principal é como foi obtida com que equivalências e se está ou não de acordo com a lei e se não são mais casos tipo Relva s e outros.
  • PALHAÇADA XUXA
    26 set, 2017 Lx 12:23
    Uma ministra que não existe como não existe o relatório da incompetência desta gente na morte de 66 pessoas. O governo a ver se as pessoas se esquecem dos 66 mortos resultantes da incompetência desta srª que de ministra nada tem já pois é um zombie político apadrinhado pelo kamarada Costa. Tivesse decência e verticalidade e ter-se-ia demitido. Pena que o BE e o PCP tão lestos noutros tempos a pedir emissões agora compactuem com esta palhaçada....
  • Ernesto
    26 set, 2017 Lisboa 12:12
    O que melhor se aprende na Escola Superior Agrária de Castelo Branco é a CAVAR DE RESPONSABILIDADES ao primeiro sinal de dúvidas em relação às habilitações toca a pedir a demissão. Depois logo se vê qual o futuro tacho operacional.
  • XUXAS MANIPULADORES
    26 set, 2017 Lx 11:59
    Este país é só para rir ...A ministra zombie depois do que se passou ainda apensa que é ministra mas já não o é para os cidadãos...Onde param os relatórios do doa a quem doer? Não existem também ou andam a lavar mais branco...Uma VERGONHA E INCOMPETÊNCIA QUE LEVOU Á MORTE DE 66 PESSOAS. E O GOVERNO ASSOBIA PARA O LADO COM A MANIPULAÇÃO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL