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Loures. "Número 3" da lista de André Ventura recusa liderar lista do CDS

19 jul, 2017 - 13:04 • Pedro Mesquita

Isaura Mariño Lourenço revela que recusou liderar uma nova lista do seu partido. A militante deixa a lista de Ventura, mas mantém o apoio ao candidato, cujas declarações "não são sequer graves".
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A militante centrista Isaura Mariño Lourenço - que, até terça-feira, era a terceira da lista da coligação PSD-CDS-PPM à Camara de Loures - revela, em declarações à Renascença, que recusou liderar uma nova lista do seu partido.

"Fui convidada pela presidente da concelhia do CDS de Loures e, posteriormente, pelo coordenador autárquico, e não aceitei", diz a militante centrista.

Isaura Mariño Lourenço diz que acatará a decisão partidária, saindo da lista candidata, mas sublinha que mantém o apoio a André Ventura. "Para fazer o contrário, teria de ser opositora do candidato em que acredito", argumenta.

Para a militante do CDS, as declarações de Ventura "não são suficientemente graves, nem sequer graves".

"Partilho da posição assumida por André Ventura e quem me conhece sabe que eu sou intransigente em questões relacionadas com xenofobia ou racismo. O que nós pretendíamos, de facto, era uma situação de igualdade", diz

A "linha vermelha"

Também contactado pela Renascença, o presidente da distrital de Lisboa do CDS, João Gonçalves Pereira, recusa confirmar o convite a Isaura Lourenço para encabeçar uma nova lista, mas avança que o partido já está a construir uma nova lista.

"Não confirmo nem desminto o convite a Isaura Lourenço. Há questões internas do CDS que não discuto publicamente. O que posso dizer, relativamente a esta militante, é que é alguém por quem tenho uma estima pessoal e, no quadro de liberdade que existe no CDS, tem uma opinião diferente da que eu assumi como presidente da distrital."

"Gostaria de deixar claro que uma coisa é a discussão que deve ser feita - e não é tabu - relativamente a abusos no Estado Social. Outra coisa é apontar o dedo a uma determinada etnia, estigmatizando-a. Com isso não podemos estar de acordo porque ultrapassa aquilo que para nós é uma linha vermelha", diz ainda Gonçalves Pereira.

O presidente da Distrital do CDS em Lisboa deixa ainda uma garantia: "O CDS terá nas próximas eleições autárquicas uma candidatura à Camara Municipal, à Assembleia Municipal e às respectivas juntas de freguesia. Já estamos a trabalhar nesse sentido e no momento certo anunciaremos quem são os candidatos", remata.


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  • Teresa
    19 jul, 2017 19:05
    Já não se podem chamar os bois pelo nome.