Tempo
|
A+ / A-

Sarampo. Mais de 95% das crianças de 7 a 17 anos com as duas doses da vacina em 2016

23 mai, 2017 - 13:59

Segundo a Direcção-geral da Saúde, há atraso na vacinação aos 12 meses.

A+ / A-

Mais de 95% das crianças entre os sete e os 17 anos tinham levado as duas doses da vacina contra o sarampo em Portugal em 2016, mas há atraso na vacinação aos 12 meses, segundo a Direcção-geral da Saúde.

Um boletim divulgado esta terça-feira com a avaliação do Programa Nacional de Vacinação mostra que a cobertura vacinal da primeira dose da vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola (VASPR) foi de 98%.

Para a segunda dose da vacina, a cobertura variou entre os 95% e os 97% para as crianças entre os sete e os 17 anos.

A Direcção-geral da Saúde diz que continuam a ser cumpridos os “objectivos nacionais e internacionais do Programa de Eliminação do Sarampo”, mas admite que há assimetrias regionais e locais, que, no entanto, não surgem especificadas no boletim agora divulgado.

Ainda em relação à vacina contra o sarampo e rubéola, 18% das crianças ainda não tinham sido vacinadas aos 13 meses de idade, em 2016. Em 2015, este valor era de 16%.

A vacina VASPR deve ser administrada aos 12 meses de idade e a segunda dose, o reforço, deve ser dada aos cinco anos, de acordo com o esquema do Programa Nacional de Vacinação (PNV), em que as vacinas são gratuitas.

A DGS alerta para um atraso na vacinação aos 12 meses e sublinha “a importância da vacinação atempada”, especialmente naquela idade.

Para a autoridade de saúde é necessário “um maior investimento no cumprimento do PNV”, nomeadamente convocando todas as crianças com esquemas em atraso ou desenvolvendo actividades adicionais de vacinação em comunidades com menor cobertura.

Portugal registou este ano, como vários países europeus, uma atividade epidémica de sarampo, estando confirmados pelo menos 29 casos desde Janeiro.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.