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Matosinhos. Criança de quatro anos atacada por rottweiler

25 abr, 2017 - 15:54

O dono do cão foi ouvido na esquadra da PSP de São Mamede de Infesta e será notificado para comparecer na quarta-feira no Tribunal de Matosinhos.

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Uma criança de quatro anos foi atacada esta terça-feira em Leça do Balio, Matosinhos, por um cão de raça perigosa, tendo sido transportada para o Hospital Pedro Hispano.

O dono do cão que atacou a criança em Matosinhos foi notificado para comparecer na quarta-feira no Tribunal de Matosinhos.

Segundo fonte da PSP do Porto, o homem incorre em crimes de ofensa à integridade física negligente (por não ter o animal devidamente açaimado e com trela), ofensa à integridade física (por agressões ao pai da criança) e omissão do dever de auxílio (por ter abandonado o local após o ataque).
O homem estaria a passear o Rottweiler junto ao Mosteiro de Leça do Balio, em Matosinhos, sem trela e sem açaime, tendo sido chamado à atenção por transeuntes. Foi então que "o homem se insurgiu contra as pessoas" e o cão - que "por lei deve andar com açaime e trela" - atacou pela primeira vez a criança de quatro anos, contou a mesma fonte.
Após o primeiro ataque, o pai da criança terá começado a tirar fotografias e "o indivíduo insurgiu-se e agrediu-o", pelo que "o cão atacou novamente a criança", acrescentou.
A menina ficou "muito maltratada", segundo a fonte.
O alerta foi dado pelas 10h00, depois de um grupo de pessoas ter sido atacado por um cão de raça Rotweiller na Rua Padre Manuel Bernardes.
Entre os feridos estava uma criança de quatro anos que foi transportada para o hospital de São João, no Porto, e que "não corre perigo de vida", disse cerca das 13h30 fonte dos bombeiros de Leça do Balio, que fizeram o transporte.
A criança apresentava ferimentos no couro cabeludo, ombro e numa mão, mas "não estava em estado grave", de acordo com os bombeiros. Inicialmente, fonte da PSP tinha indicado que a menina estava "praticamente desfigurada", num "estado muito grave".
A criança chegou primeiro ao hospital de Pedro Hispano, em Matosinhos, acompanhada da mãe, que também foi atacada pelo animal.
No local, os bombeiros de Leça do Balio prestaram os primeiros socorros e encaminharam as duas vítimas para o Hospital de São João, no Porto.
Fonte do Hospital de São João indicou à Lusa cerca das 13h30 que a criança se encontrava "estável". O cão feriu ainda uma terceira pessoa, sem gravidade.
De acordo com a PSP, o homem fugiu com o animal após o ataque. Cerca das 12h30, fonte oficial do município informou que o dono do cão de raça já havia sido detido pela PSP e que o animal tinha sido recolhido pelo canil municipal.

Segundo a mesma fonte, o animal tinha "chip" e estava legalizado, mas no momento do ataque não tinha açaime.

Na tarde desta terça-feira um novo incidente teve lugar em Arouca, com uma criança de nove anos a ser atacada por um cão arraçado de Serra da Estrela, que lhe arrancou uma orelha e fez vários cortes.

Comentários
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  • Hugo
    26 abr, 2017 Lisboa 22:38
    Que culpa tem o animal... de ter um animal como dono...?!
  • José Guimarães
    26 abr, 2017 Valongo 11:15
    Portugal criou uma lei para proteção aos animais irracionais, o que me faz confusão, aliás é um dilema, porque mais uma vez, quem pomposamente legisla, confundiu-se, e não raciociou bem, porque o ser racional e o irracional é a mesma espécie. Num pais onde um animal de estimação é miito mais bem tratado do que um ser humano. Cidadãos que se exibem nas ruas, nos parques, jardins, etc,, com os seus cachorrinhos, aguardando por piropos de quem passa, dizendo, que lindo!... Num pais onde acontecem diariamente homicídios e sucidios, sendo atribuida a pena máxima de 25 anos, só para alguns, como é possível aplicar pena de morte ao cão. Talvez a lei não esteja a ser respeitada. Por alguma razão o povo sempre afirmou que estamos num mundo cão. Tanto ser humano a ser humilhado como se fosse um cão e, tanto cão a ser mimado e trarado que nem milhões de seres humanos. Tanta hipocrisia nesta sociedade virtual. Foi fugir um pouco ao tema, para refletir sobre o seguinte: No ano 2007 um lei, proibiu os encarregados de educação de educar devidamente os seus filhos. Uma palmada no "rabo" é pedagógico e contrutivo. Agora temos a juventude mais mal educada da história de Portugal. O mesmo pais que legalizou a prática do aborto, casamentos de homossexuais, lésbicas, gay"s e pedofilos aos molhos, que mais se pode esperar. Vou voltar ao tema "cães de luxo", para dar o meu testemunho de: cão atravessa na passadeira, ser humano atravessa ao lado da mesma. Isto é mesmo um mundo cão!...
  • JPenedo
    26 abr, 2017 Santiago do Cacém 10:10
    Para quando a proibição ter ter este estudo de animais de estimação a quem não tem perfil isso sim. Para além da sua natureza também há que ter em consideração a forma como são criados e mantidos. Há quem não tenha perfil, e muita vezes civismo como é o presente caso, para poderem usufruir da companhia destes animais.
  • Mário Guimarães
    26 abr, 2017 Lisboa 09:50
    A estupidez natural alastra por este País por vezes cheio de leis e que ninguém cumpre. Realmente qualquer cão quando tem o hábito de atacar e o dono não o educa a coisa vai mal sobretudo se for um cão de alguma compleição física. O caso dos " pitt-bull" ,e "rottweiler " que os donos compram para se fazerem de grandes apareceram depois do 25 de Abril depois da célebre "demucracia". É vulgar verificar que são raças escolhidas nos bairros problemáticos e pelos grupelhos ou gangues que por aí proliferam. Desde as lutas de cães até outras barbaridades neste País alastram.Ninguém cumpre e os juízes soltam os donos porque já não têm lugar nas cadeias.Mais os produtores ou criadores de raças problemáticas deviam também ser penalizados . Um destes que criava"Mastins" conduziu até uma petição . Isto é irreal.Os cães de caça e caçadores outro problema neste caso de maus tratos. Nada funciona neste País . Cada vez está pior.
  • Fernando Martins Val
    26 abr, 2017 Lisboa 09:13
    Se não é permitido andar na rua com crocodilos ou leões, pois sabe-se que a natureza destas feras é perigosa, sendo o curriculum de certas raças de cães (pit-bull e roteweiler) carregado de violência, com muitos feridos graves e até algumas mortes, o que demonstra serem animais muito agressivos e instáveis, e a sua forte compleição física torna-os um perigo público, porque motivo é permitida a presença destas feras na via pública? Quantos mortos e feridos serão necessários para a AR fazer uma lei que proíba a presença destes cães-feras nos locais públicos.